O futebol, claro. O futebol é a coisa mais superestimada do mundo.
Não que não seja legal, veja bem. É bacana. Não dá para negar que pode ser divertido curtir uma copa do mundo, uma final de campeonato. Assim como é divertido, digamos, assistir à maratona de Nova York.
Mas por que tanto tempo, teoria e tinta gasta com futebol? Tem gente que se mata por causa do futebol, meu deus.
Tudo em relação a ele é superestimado. Por exemplo, a importância dada à experiência do jogo ao vivo, no estádio. Tratam a coisa como se fosse sublime, sagrada, falam em deuses da bola, catarse das massas.
Mas ir ao estádio para mim, na meia dúzia de vezes em que o fiz, sempre foi algo entre angustiante e deprimente, aquele monte de homem falando palavrão sem parar, mijando em copos de plástico, arrumando briga.
Não vou mais a estádios, dificilmente vejo um jogo inteiro na TV e não ligo mais para o time que meu avô me ensinou a gostar. Se ele perde ou ganha, não faz diferença alguma na minha vida.
Mas, veja, insisto, até gosto quando o time do meu avô ganha. Sou capaz de curtir um jogo de vez em quando, tive e ainda tenho admiração por alguns craques.
Não é que o futebol seja ruim. À distância e sem peludos gritando palavrão entre perdigotos, dá pra ser feliz com ele. E definitivamente é muito divertido jogá-lo. Ele só é assim... superestimado. É isso.
A segunda coisa mais superestimada do mundo é o sexo. Mas sobre isso eu falo outra hora.
ps - e não é q o time do meu vô umberto deu um chocolate no clássico... ;-)


