A vida nesta terra é feita de opostos. Os opostos se revezam inevitavelmente. A vida experimentada pelos sentidos se apresenta como a sucessão infinita de momentos de prazer e dor.
Para Buda, tal natureza das coisas faz da vida sofrimento, pois o homem, ignorante, quer que o prazer nunca acabe e que a dor nunca chegue. Fracassará sempre em ambos desejos.
A iluminação budista começa quando o homem entende a verdade e passa a cultivar equanimidade frente à natureza dual da vida. Prazer e dor, ele aceita os dois da mesma forma, sem apego ou aversão.
Assim é o jogo da vida. Mas quase ninguém o entende, e o jogo segue em frente.



