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Blogs e Colunistas \ Adriano Quadrado \ Maio 2010

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Blog de Adriano Quadrado

O filme do Chico

Postado por Adriano Quadrado em 10 de Maio de 2010 às 18:07

 

Chico Xavier, o filme, ultrapassou a marca dos 3 milhões de espectadores. Eu, um deles, não concordo com as críticas que leio. Há nelas sempre aquele tom de reprovação quando falam das pessoas rezando com os olhos úmidos durante a sessão, do cinema que se transforma em igreja. Temos essa ideia ingênua de que, no mundo laico, estamos à parte das "rezas". Tudo é, porém, sempre o mesmo campo de experiências para a consciência. A oração no filme do Chico e as emoções ruins que nos brotam na sessão de A Hora do Pesadelo, digamos, são o mesmo fenômeno em frequências diferentes, faixas diferentes sintonizadas pela mente. Mas ninguém critica o Pesadelo. Ninguém acha que aquelas emoções são uma reza a sua maneira e que, assim como as orações, têm consequências.

Má vontade à parte, a verdade é que o filme é bom e vem cumprindo sua função muito bem. A história de Chico na tela é o lembrete sobre o homem que até outro dia morava ali em Minas realizando o milagre de ser altruísta numa terra de egoísmo, independentemente da religião ou do ateísmo que o espectador professe. A função do filme é justamente esta - ele serve para que as pessoas se lembrem do médium, fiquem curiosas sobre ele, busquem novas informações, questionem o próprio materialismo e, se for o caso, sejam convertidas ao espiritismo ou reconduzidas a sua velha religião esquecida. Senão, ao menos para que possam se lembrar de como se reza um Pai Nosso, depois de tanto tempo. Não é pouco.

Comigo foi assim. Depois do filme, fiquei com vontade de ler - e já estou terminando - o livro no qual foi baseado. Lendo-o, entendo como Chico foi quem, em grande medida, fez do Brasil o país do espiritismo. Lendo-o, me envergonho de minha vidinha besta, de meus muxoxos e esperneios, de meus desejos idiotas e do fato de não ajudar ninguém. Vendo um, lendo outro, vislumbro a estatura espiritual de Chico Xavier, entendo mais sobre sua missão evangelizadora, os 400 e tantos livros que foi incumbido de escrever. Sou inspirado pelo médium que tocou incontáveis vidas - aqui e no outro mundo - e ainda tocará, agora graças também ao filme que fizeram sobre ele.

 


PS - ah, sim, também graças ao filme descobri a histórica entrevista dada pelo médium em 1971 ao programa Pinga-Fogo. Abaixo, trecho muito engraçado do Chico falando de seu medo de avião, quando foi repreendido pelo guia espiritual Emmanuel. Afora a graça, é um dos exemplos de sua tocante humildade. Vale o clique.

 

 

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Pense nisto

Postado por Adriano Quadrado em 06 de Maio de 2010 às 12:10

 

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