A família Quadrado - desde Dom Nuno Sardinha Magalhães Monteiro Machado Azeitão Quadrado, o Visconde de Filhós e Tremoços - sempre mui amiúde prezou a música desenchabida do menestrel de Exu, e ontem mesmo o mais novo membro do clã mostrou que filho de peixe alevino é ao esticar o dedinho em riste e berrar um "de novo!" logo que findou-se no cedeplêier do carro a Paraíba, de Lua e Humberto Teixeira. "Oxe", piei baianamente em resposta, e repleiei o xote.
A predileção não vem de hoje, verdade não se esconda, mas olhe que desde que migrei pras bandas do nordeste paulista entendi bem mais melhor o seu Gonzaga, aquele pernambucano fio dua égua que sabia contar dum jeito esses caso de lama virar pedra e bode ficar troncho. Não chove mais neste diacho de plaga dos vento foforento, e a sacada do meu barraco no irajá virou um Crato cearense poeirado e estrelado mas muito bem mais aquém do recomendado pela oms.
A mim mesmo só me resta conformar que me desarrosto miudinho e medroso, caindo de joelhos e rangendo os dentes entre as samambaias que viraram cactos, pedindo ao deus pai nosso do céu que nos mande gota do firmamento enluarado, eu com os beiço tudo trincado e purmão roído de rinite, mas ainda sonhando em cantar com Gonzaga que pro norte relampeia, querendo esquecer do futuro próximo de quando só restar a casca preta dos prédios da fiúsa e as carcaças empilhadas dos carros do aquecimento global.
Mui lindo e trágico que ver será tudo virando deserto e as hordas correndo sedentas de peru de fora e tacape na mão ao som de Gonzagão. Eita pau-pereira que em princesa já roncou!



