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Blogs \ Adriano Quadrado
RSSPostado por Adriano Quadrado em 10 de Setembro de 2009 às 18:09





Postado por Adriano Quadrado em 05 de Setembro de 2009 às 23:16
Assisti na semana passada ao documentário Pelé Eterno. O filme é excelente e Pelé, isso é que queria dizer, foi mesmo o melhor jogador de todos os tempos e não há ninguém de boa vontade que não chegue a essa conclusão ao assistir ao documentário. Os argentinos vão continuar dizendo que Maradona foi melhor, mas por pura fidelidade de fã, ou melhor, por argentinice congênita. Maradona foi estupendo, Pelé foi muito mais do que isso, a verdade ninguém cala.
Escrevo este post para notar como o tempo vai apagando as coisas. Pelé foi mesmo (bem) melhor do que Maradona (e do que todo o resto), mas como já ficou distante no tempo a gente vai perdendo a certeza. Eu mesmo, que menino de tudo só peguei Pelé no finalzinho do Cosmos, já começava a desconfiar que Diego talvez fosse melhor do que o brasileiro. Não é. Convenci-me pela eternidade ao assistir Pelé Eterno.
Não só pela extensão da carreira de sucesso Pelé, por ter feito muito mais gols e colecionado muito mais títulos (só campeão paulista ele o foi dez vezes). O cara era melhor, simplesmente.
O mais deslumbrante gol de Maradona, aquele contra a Inglaterra (Copa de 1986), quando ele driblou meio time inglês, é equivalente, por exemplo, ao "gol de placa" de Pelé, anotado no Maracanã. O tal "gol rua Javari", em que Pelé deu quatro chapéus seguidos antes de marcar, parece ter sido ainda mais impressionante, a julgar pela reconstituição digitalizada que vemos no filme.
E essa história de enfileirar chapéus e dribles por baixo das pernas, você constata pelo documentário, acontecia com uma freqüência surreal. Pelé metia a bola no meio das pernas dos zagueiros ou encobria seus oponentes em seqüência, enfileirava dois, três, jogo após jogo.
Era um demônio, tinha uma objetividade mortal, fazia gol de tudo quanto é jeito, cavava pênalti, dava porrada, fazia milagre, fazia chover. A facilidade com que o cara jogava era impressionante, vendo o filme você tem a impressão de que aquilo era coreografado. Ou, como disse um amigo, parecia um adulto jogando contra crianças.
Pessoalmente pude ver o auge de Maradona ao vivo na Copa de 1986 e tenho uma grande simpatia pelo argentino, tanto pelo talento quanto pelas loucuras dele. Foi um cracaço mesmo, tanto quanto outros o foram. Mas Pelé é de fato um caso à parte, bem acima de qualquer jogador que já existiu e que talvez venha a haver.
E, desculpe-me se tal discussão já deu nos ovos, mas digo isso só pra constar, só porque Pelé já ficou no tempo e porque hoje a gente só tem como avaliar o Edson mesmo, um velhote contraditório, um ser humano que tem seus problemas e defeitos como qualquer outro, Maradona que o diga.
Que isso não seja desculpa, entretanto, para deixarmos de relacionar a Pelé o aposto eterno de maior jogador de todos os tempos, assim na terra como no céu.

* Este post foi originalmente publicado às 12h36 do dia 8 de novembro de 2004 no finado blogue quadrado.com, com esta mesmíssima foto do Rei ninando a bola. E segue replublicado aqui só para provar que, ao contrário do que disse brincando no post anterior, não acho Maradona melhor que Pelé, por mais que tenha simpatia pelo Diego.
Postado por Adriano Quadrado em 04 de Setembro de 2009 às 18:48
Só dois comentários no último post, muito trágico isso. Vamos elevar o nível da polêmica, então, espicaçando o patriotismo da minha dupla de leitores.
Primeiro queria dizer que o hino nacional é chatinho, fanfarrão e muito, mas muito longo. Bobagem sem tamanho condenar quem não sabe de cor a letra. Tanta coisa boa pra se fazer na vida, vamos ficar decorando o hino?
Muito melhor seria condenar a malemolência e o jeitinho brasileiro. Mas o povo acha que não saber o hino de cor é feio e que dar um jeitinho é bonito. Minha sugestão é que o "Ordem e Progresso" da bandeira seja trocado por "Sorria, você está sendo filmado". Muito mais honesto.
Por fim, Maradona foi melhor que Pelé, é claro. Aliás, meu filho se chama Diego.
Agora adivinhe pra quem vou torcer neste sábado...

Postado por Adriano Quadrado em 02 de Setembro de 2009 às 18:52
Tsc, tsc, tsc... estou perdendo leitores com essa metafísica de botequim. Mudo a estratégia, então, com o título deste post, que segurou sua leitura até aqui. O golpe fatal, agora, será partir pro polemismo barato e falar MAL do sexo, como havia prometido. Vamos lá.
O sexo é assim que nem uma coceira. É isso. As coceiras são realmente irresistíveis, ninguém duvida. Mas a verdade é que coçar só aumenta a coceira. O preâmbulo superestima o desfecho, o tesão superestima o gozo, não há salvação. Melhor chamar uma pizza.
Pronto, já disse. Agora vamos ver se a tática sensacionalista me rende algum comentário aí embaixo. Ui.
Postado por Adriano Quadrado em 01 de Setembro de 2009 às 18:35

Eis aí o sonho de consumo de todo bossanovista. Te atira, Menescal!
ps - o cara na foto é o cantor australiano Josh Pyke navegando na baía de Sydney. Tirado do ótimo site de design Likecool.com.