Com 26 mortes, a eleição presidencial no Afeganistão foi considerada um sucesso por seus organizadores.
- Igor Gielow, na Folha de hoje.

Aguarde um momento...![]()
Blogs \ Adriano Quadrado
RSSPostado por Adriano Quadrado em 21 de Agosto de 2009 às 10:46
Com 26 mortes, a eleição presidencial no Afeganistão foi considerada um sucesso por seus organizadores.
- Igor Gielow, na Folha de hoje.
Postado por Adriano Quadrado em 13 de Agosto de 2009 às 20:43
A vida nesta terra é feita de opostos. Os opostos se revezam inevitavelmente. A vida experimentada pelos sentidos se apresenta como a sucessão infinita de momentos de prazer e dor.
Para Buda, tal natureza das coisas faz da vida sofrimento, pois o homem, ignorante, quer que o prazer nunca acabe e que a dor nunca chegue. Fracassará sempre em ambos desejos.
A iluminação budista começa quando o homem entende a verdade e passa a cultivar equanimidade frente à natureza dual da vida. Prazer e dor, ele aceita os dois da mesma forma, sem apego ou aversão.
Assim é o jogo da vida. Mas quase ninguém o entende, e o jogo segue em frente.

Postado por Adriano Quadrado em 11 de Agosto de 2009 às 19:02
O jornalismo gosta de apelar para uma cascata de vez em quando, sei o que digo porque milito nesta profissão que não exige diproma.
Cascatinha da boa é a capa da Veja desta semana. Com o título de O Big Bang da Internet, a reportagem promete adiantar a sensacional era vindoura da rede mundial, a era da "nuvem".
Promessa tão deslumbrante, peguei emprestado o exemplar da redação para ler em casa. Veja, a gente tem que desconfiar da Veja, mas o jornalismo blefa macho quando apela pra cascata. Nunca se sabe, melhor ler e tirar as próprias conclusões.
As conclusões deste são as seguintes: não há quase nada de novo na matéria anabolizada pela bela edição de arte e pelo blefe em cima do termo da "nuvem". Tudo é velho conhecido nosso, velho mesmo, coisa de uma década de velhice, que, para a tecnologia da informação, são séculos.
A nuvem não é nada mais do que você ter dados e aplicativos hospedados em servidores de terceiros e não na sua própria máquina. Com a multiplicação de aparelhos conectados - dos tradicionais computadores a geladeiras e interruptores de luz - você tem enfim esse enorme banco de dados em rede, a tal da nuvem.
Isso de forma alguma é novo. A pessoa que posta suas fotos no Flickr ou seus vídeos no YouTube está na nuvem. Muito antes disso, quem já usava serviços de webmail, ainda no século 20, estava na nuvem.
Lembro de uma matéria que fiz com o pessoal da Sun Microsystems que desenvolvia software para que geladeiras conversassem com liquidificadores conectados. O ano era 1999.
No mesmo ano, escrevi sobre os "clientes magros" (thin clients), os computadores que eram basicamente teclado e monitor, pois o processamento ficava a cargo do servidor das empresas que o usavam. A matéria da Veja fala da versão on-line desse tipo de máquina, os net books, nada de novo, porém.
Na verdade, verdade mesmo, a própria internet, por definição, se baseia no conceito de nuvem: unidades individuais ligadas em rede através de grandes servidores. Então talvez apenas o termo nuvem em substituição ao termo rede seja a novidade da matéria. Bella roba, como diria aquele meu avô palmeirense.
Chegamos, pois, à conclusão de que a revista trombeteou o advento da internet, ai ai ai. Como era uma cascata, para disfarçar, Veja partiu prum longo nariz de cera, que é como o jornalismo chama a introdução floreada de um texto, uma enrolação que não vai direto ao ponto. A reportagem foi explicar o que era a nuvem - a boa e velha internet - lá pela quarta página da matéria, algo assim.
Tá bom. Sejamos justos e digamos que também não haveria motivo para "derrubar a pauta", como dizemos no jornalismo, mesmo porque tudo rende pauta nesta vida besta. A matéria é pretenciosa, mas reúne essas infos todas, faz projeções futuras e informa quem não percebeu o que já acontecia.
Nada que sirva pra alguma coisa, claro, mas nada serve. The show must go on.
.jpg)
"Papai, quando crescer, vou ser jornalista"
Postado por Adriano Quadrado em 10 de Agosto de 2009 às 19:15
Esporte Clube Pirulito - Vento Forte (PA), 1978
Ratão, Josafá, Minério, Peixoto Luiz e Traveco, Camarão, Bizungo, Cafofo e Roberval, Joilsinho e Peito Silvestre
Técnico: Morrito Cruz
Pif-Paf Futebol Clube - Calango (TO), 2003
Caminhoneiro, Teodésio, Radamés, Beiçola e Pintão, Padreco, Rodinaldo, Cuité Lombroso e Jesusinho, Rapunço e Negão
Técnico: Cássio de Angicos
Sociedade Esportiva Cambota - São Miguel do Gostoso (RN), 1962
Rildo, Marcão Careca, Toupeira, Sarará e Veínho, Andrei Alucinado, Palhudo, Cosme Silva e Didó, Cata-Grinfo e Poropopó
Técnico: Dona Odete
Cumbaquira Show, Dança e Desportos - Pau Preto (MT), 1986
Quinça, Gijó, Paulão Duarte, Piu e Maiquinho, Maradona dos Pobres, Ancelmo Maluco, Cuca e Janjão, Marreta e Punheco
Técnico: El Diablo
Grêmio Recreativo Águia do Sertão - Mosca Verde (PI), 1954
Cansado, Ruivão, Quebra-Perna, Cangaceiro e Capilé, Tospericargerja, Suíno, Buçanha e Chinês, Raspa-Fora e Tifu.
Técnico: Seu Nelson da Padaria
(to be continued...)
Postado por Adriano Quadrado em 06 de Agosto de 2009 às 19:37
A piada de português do século é o novo acordo ortográfico da língua portuguesa. Qual foi o argumento para empreendê-la? Os documentos internacionais (?), que não tinham como ser redigidos num padrão único, tadinhos.
Pois bem, por conta disso pentelharam a vida de, sei lá, 250 milhões de pessoas, que agora têm de ler e escrever de um jeito que não estavam acostumadas, tudo para que o coitado do documento internacional (quem é ele, meu deus, quem é ele?) possa estar de acordo com uma única norma, dos Açores a Guiné-Bissau.
Agora, sempre que sou obrigado a ler ou escrever a palavra "ideia" sem acento, me deprimo profundamente, sinto falta de ar, dores nas juntas e dispepsia. Depois desse momento de desespero, vem a catatonia. Me pego absorto, com o olhar longe, tomado pela profundíssima certeza de que a vida não vale a pena. E todo esse incômodo graças à maldita ideia (ah!) que um dia tiveram esses "acadêmicos embuçados", como bem disse o Ruy Castro.
Veja bem, meu amigo, a dimensão do chiste, porque ainda há outro argumento: o de que os livros impressos em Portugal, por exemplo, chegavam aqui numa ortografia diferente da nossa, que horror.
Qual a solução para esse terrível problema, ó pá? Mudar a ortografia de todos os países e de quebra tornar totalmente obsoletos todos os livros já impressos até hoje. Penso na minha querida biblioteca, formada nos últimos 25 anos, e as lagrimas me afogam.
Vamos nos acostumar? Claro que vamos. Isso é realmente importante? Claro que não, há mais estrelas no universo do que grãos de areia em todas as praias da Terra.
Mas, caraca, não nos saiu cara demais a piada de português do século?

Boteco antenado já respeita as novas regras e convida o inventor da reforma ortográfica a experimentar a linguiça, assim, bonitinha e já sem trema