Amigável, mas a ponto de colocar os nervos à prova de uma nação toda. Há 15 dias a imprensa e os franceses não param de falar do jogo de logo mais. Consideram-no a "grande chance" de alavancar a imagem da equipe nacional. Os jogadores já até deram autógrafos hoje cedo nas ruas.
Sim, gabam-se um pouco pelo fato de o Brasil ter sido freguês nos últimos cinco confrontos entre canarinhos e les bleus, mas preparam-se para uma "batalha".
Num programa dominical na semana passada fizeram um quiz sobre o Brasil com alguns jogadores que estarão em campo hoje. Entre as perguntas e respostas, três, de quatro perguntados, responderam que a capital do Brasil era o Rio. Um disse Brasília (ufa!). Só para descontrair, pois mostram uma certa apreensão para hoje à noite.
Ah, e ninguém fala do jogo Portugal X Argentina de hoje. Uma fraternidade sem fim...
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Blogs e Colunistas \ Angela Pepe \ Esporte
RSSAmigável. Pas trop!
Postado por Angela Pepe em 09 de Fevereiro de 2011 às 10:21
Amistosos de grandes rivais
Postado por Angela Pepe em 17 de Novembro de 2010 às 10:00
Brasil contra Argentina.
França contra Inglaterra.
Portugal contra Espanha.
E chamam de amistosas as partidas de hoje à noite. Vão me dizer que foi por sorteio, acaso?
Veremos em campo se prevalecerá a "amizade" ou a rivalidade.
Crise: jogador é banido da seleção francesa
Postado por Angela Pepe em 20 de Junho de 2010 às 13:38
O que era inexpressão agora é polêmica. Nenhum gol, treino anulado hoje e muita confusão atribula a equipe e nação francesa na Copa.
Tudo começou ontem quando a imprensa nacional publicou uma grande troca de carinho entre o atacante Nicolas Anelka e o treinador Raymond Domenech. "Vai tomar no cu, seu grande filho da puta", teria dito o jogador a seu superior.
A frase vazou pela boca de um suposto "traidor" do time e foi capa do principal diário de esportes da França, o L’Equipe.
Desde então, o fato virou caso de Estado. A Federação Francesa de Futebol baniu Anelka da Copa. Ministros e o próprio Sarkozy foram questionados.
Os jogadores teriam manifestado vontade de mandar embora Domenech da Copa, no lugar do colega Anelka. O embroglio desencadeia grandes desentendimentos entre a equipe e a opinião pública.
A continuar...
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Amanhã começa o verão no hemisfério de cima, mas o tempo está literalmente fechado. Muitas previsões de chuva e ligeiramente frio para a época.
Feixe canarinho
Postado por Angela Pepe em 16 de Junho de 2010 às 21:03
Em Paris há mais expressão em dia de jogo do Brasil do que quando joga a França. Ontem depois dos canarinhos contra a Coréia do Norte nos trens e metrôs via-se um feixe verde e amarelo contínuo. O movimento dos vagões levando os torcedores brazucas e suas camisas e bandeiras dava a impressão de haver Brasil de uma ponta a outra do comboio: impressionante.
Por outro lado, quando "les bleus" estão em campo, o ritmo e cores na cidade parecem ser os mesmos de sempre.
Além disso, não há grandes campanhas publicitárias ou informação excessiva sobre o tema na imprensa. O horário dos bancos e do comércio não sofre alteração. Ninguém se prepara correndo só para ver o jogo. Muito menos deixa ou para de trabalhar "só" para isso.
Desse jeito, a Copa do Mundo por aqui vira um campeonato como outro qualquer. A primeira semana se finda e, a não ser pelo feixe canarinho, é como se nada tivesse sido. Será que essa "rotina" pega? Pelo jeito, mesmo não sendo a seleção que vi ganhar em 94, tem mais graça ver a copa aí do lado de vocês.
*os azuis: apelido da seleção francesa de futebol
Pagar o impagável
Postado por Angela Pepe em 07 de Junho de 2010 às 21:53
Toda vez que uma nova Copa se anuncia, o sapo chinês vem à tona.No mundial de 98 assistíamos ao jogo Brasil X Holanda na casa de uma família chinesa amiga de uma prima em Curitiba.
Diante da tv, na sala de estar chinesa, jovens animadíssimos com a seleção que ganhava de pênaltis da laranja mecânica. Não queria saber de nenhuma outra nação não fosse a minha. Emoção por 90 minutos e durante cada segundo dos pênaltis.
Para marcar o tal momento tirei a máquina fotográfica do bolso. Queria que todos estivessem na foto e acionaria o automático. Organizei a moçada no sofá e coloquei a máquina numa estante que ficava em frente. Tentei arrumar o ângulo, mas precisava de mais espaço. Por isso, empurrei um objeto que estava na estante e ganhei abertura para o meu ângulo. Grande fotografeira.
Hora desgraçada para praticar tal mania. A superfície da estante era lisa e o objeto que empurrei tinha espuma por debaixo. Foi o suficiente para deslizar. Deslizar e bater na parede. Deslizar, bater na parede e quebrar a ponta da moeda. A moeda que vai na boca do sapo: deus da riqueza, fartura e saúde na cultura chinesa.
Achei que era simples resolver o problema, mas o jogo parou. Pelo menos para mim e para a família chinesa que veio ver o que uma caipira tinha feito à principal imagem da casa.
Disse que pagava, mesmo tendo o dinheiro contado da passagem de volta para Ribeirão. A mãe chinesa deu-me um grande sermão. Os filhos tentavam traduzir. Se na minha língua já é difícil receber um, imagine numa que só sei dizer "oi".
Tive que terminar de ver os pênaltis na rua, no frio julino de Curitiba.
Se um francês me convidar para assistir aos jogos esse mês, só irei se decorar o código de conduta antes.
Quanta vergonha.
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