Não há nada que me deixe mais feliz, em verdadeiro estado de êxtase do que as tardes de sábado, algumas horas entregue ao pecado capital da preguiça, antes de me deliciar com as bobagens da internet, me deixa muito feliz.
Foi nesse clima, que esse sábado engatei um papo no messenger com o jornalista Fábio Russo, meu veterano de faculdade, parceiro de redação na minha época de rádio e um dos poucos amigos que fiz, nessa apaixonante, mas ingrata profissão, que escolhi.
Durante a conversa, muito animada por sinal, Moreno, como é chamado, tentou me convencer por horas a fio, sem sucesso, que o Brasil não tem condição de sediar uma Copa do Mundo, muito menos os Jogos Olímpicos.
Até entendo os argumentos do meu amigo, o Brasil tinha e tem muitas prioridades antes de gastar dinheiro com um evento desse porte. Não é justo que se gaste dinheiro com eventos esportivos e a cidade de São Paulo, todo dezembro e janeiro ficar de baixo de água, por exemplo. Sem contar que a verba para as obras desses eventos, provavelmente será desviada.
Porém, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos serão apenas mais dois instrumentos de corrupção, a ‘’esperteza’’ política sempre existiu, existe e existirá em nosso país, simplesmente porque a política no Brasil nasceu e vive, até hoje, á base da exploração alheia.
E isso não mudaria a menos que, com ou sem Olimpíada e Copa do Mundo, se trocasse toda a estrutura política do país, o que é absurdamente improvável.
E, por fim, mesmo que não seja a intenção real dos organizadores, as obras estruturais feita para esses eventos, melhorará, sim a vida daqueles que sofrem com a chuva lá



Esses grandes eventos que terão lugar no Brasil servirão para política externa, fortalecer ainda mais o nome do país junto ao exterior e para enriquecer os políticos. O pobre trabalhador não sentirá cheiro de olimpíada ou copa do mundo.
Apesar de ter ficado, assim como a enorme maioria, um pouco empolgado com a façanha brasileira, concordo com o sr. Fábio Russo.