Postado por Gabriel Pereira em 31 de Março de 2010 às 15:26
Prometo que não falo mais do caso ‘’Isabela Nardoni, mas me permito fazer mais algumas observações que se fazem necessárias, para que a gente tenha noção dos nossos próprios erros.
A mídia tem sua parcela de culpa na espetacularização no julgamento do pai e da madrasta, que foram condenados por matar a menina. Porém, os jornalistas não são os únicos culpados.
A polícia tem culpa, por deixar aquela aglomeração toda, na porta de onde estava sendo realizado o julgamento, fórum de justiça é lugar sério, não é lugar de se dormir na porta, de pedir pizza e tomar cerveja.
O próprio fórum errou, quando colocou auto-falante para as pessoas ouvirem a sentença, quem quiser saber se foram condenados, ou não, que assista, escute, ou leia os jornais, afinal a mídia serve para isso,
Errou a população, ao agredir o advogado de defesa, que estava fazendo o trabalho dele, ao vaiar o pai de Alexandre Nardoni,que estava acreditando no filho. Errou ao levar fogos de artifício no julgamento, por mais que tenha se feito justiça, uma menina de seis anos não vai voltar. .
Postado por Gabriel Pereira em 30 de Março de 2010 às 15:38
Juro por Deus que não agüento mais apontar as falhas do jornalismo atual. Meus pais chegam, até a me chamar de chato. Porém, sinto que é meu dever, quem ama cuida, afinal.
A cobertura feita pela imprensa, no julgamento do caso ‘’Isabela Nardoni’’ foi uma coisa deplorável, uma coisa para ser vista e reprisada, para se ver como não fazer jornalismo.
Primeiro, notou-se uma falta de compromisso com a informação, o importante e dar a notícia antes dos outros, não importa se a mesma não tem qualidade, nem profundidade necessárias.
Segundo, as notícias eram, na maioria das vezes, coisas requentadas, o que é lógico, já que, cada repórter das grandes empresas de jornalismo que cobriram o fato, entrava ao vivo, umas trezentas e cinquenta vezes.
E terceiro e mais importante, os jornalistas, na maioria das vezes, deixavam claro nos textos, uma opinião sobre o fato, o que no jornalismo diário, chamado de ‘’Hard News’’, é condenável.
Postado por Gabriel Pereira em 29 de Março de 2010 às 15:07
Há meses atrás, prometi a um amigo, que não usaria esse espaço para falar de coisas pessoais. Mas, hoje não dá, depois peço desculpas ao meu amigo, tenho que abrir uma exceção.
Meu avô, Sr. José Sanitá é a pessoa que mais gosta de futebol, por mim conhecida, sãopaulino ‘’roxo ‘’ e apaixonado, com todas as forças pela nossa ilustre Seleção Canarinho.
Durante toda minha vida, acompanhei quatro Copas do Mundo, em todas elas, os momentos que mais me recordo, são daqueles jogos assistidos ao lado do meu avô. Momentos inigualáveis!
Mais uma Copa do Mundo se aproxima, dessa vez, a saúde do meu avô já não está tão boa. Amanhã, passará por uma cirurgia complexa, aos oitenta anos de idade. Confesso, nunca senti tento medo.
Não sei o que vai ser, se o perder. Provavelmente, tudo ficará um pouco mais sem sentido, minha vida e a Copa do Mundo.
Aproveito a oportunidade para usar palavras do mestre Armando Nogueira falecido,hoje, nesse texto: ‘’Palavras são seres vivos, nascem crescem e até ressuscitam, sendo assim, melhor que o ser humano.
É ela, a palavra escrita minha única forma, menos indigna de homenagear essas duas pessoas que me ajudaram formar bastante do que sou hoje, na vida e na profissão que escolhi.
Postado por Gabriel Pereira em 26 de Março de 2010 às 12:56
Como todo jornalista, sou curioso, algumas coisas aguçam minha capacidade de investigação. Desde pequeno, fatos e situações me intrigam, literalmente, me tiram o sono.
A minha curiosidade, pelo menos, começa a partir de coisas simples, como: qual a receita da Coca-Cola? Mas também, sobre coisas mais sérias: Como seria a minha vida nos anos setenta? Será que eu lutaria contra a ditadura ou seria um ‘’milico’’?
Ai vai mais uma: Como surgem os gênios? É, os gênios, como o Michael Jackson se torno tornou o ‘’Rei do Pop’’? Quando o Edson Arantes se tornou Pelé? A partir de quando Lima Duarte se tornou "O Lima Duarte"?
Como deve ter sido a vida destas pessoas. Elas já nasceram com esse dom ou foi a repetição das suas atividades de forma exaustiva e desumana que fizeram-lhes quem foram, são e serão?
Bom, como se formam os gênios a gente nunca vai saber, creio eu. A questão é que esta é uma daquelas coisas que sempre aguçarão a curiosidade de gente com a mania de detetive, feito eu.
Postado por Gabriel Pereira em 25 de Março de 2010 às 13:04
Nunca escondi de ninguém que, se é que eu tenho uma especialidade no jornalismo, essa é, foi e será, esporte. Porém, uma das razões de eu, quase nunca escrever sobre isso, aqui, é, não ter o censo crítico necessário para tratar do tema.
Assim como, Manoel Carlos, com a novela das oito, James Cameron, com AVATAR e Stephanie Meyer, com Crepúsculo, os meandros do esporte também insiste em desafiar minha, tão prezada inteligência.
Vi na internet, essa semana a passeata que o Rio de Janeiro fez, em prol da mudança nas regras de distribuição do dinheiro do pré-sal que recebeu o nome granfino de, royaltie.
Primeiro, que eu vejo essa passeata, uma manobra nojenta de ganhar votos, do governador Sérgio Cabral. Estranho que essa comoção seja toda projetada e montada, seis meses antes da eleição
Se o camarada quer aparecer, não use o esporte. Tentar vincular a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, é absurdo. Salvo muito engano da minha parte, quando o Brasil lançou candidatura, ninguém, nem cogitava essa verba. Quer aparecer? Põe uma melância na cabeça.
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