Postado por Gabriel Pereira em 26 de Abril de 2010 às 15:41
Nunca fui um cinéfilo de plantão, me faltou paciência para perceber o cinema como algo digno de análise. Erro meu, confesso. Fiquei preso durante anos ao entretenimento hollywoodiano
Para terem uma idéia, Tropa de Elite, O que é isso, companheiro? e O Pagador de promessas foram os únicos filmes brasileiros que vi alguma graça. Tudo tem muita cara de novela.
Analisando o recente estreado filme de Chico Xavier, você percebe o jeito de novela das oito. Uma iluminação e direção medíocres. As únicas coisas boas do filme são as atuações de Ângelo Antônio e Nelson Xavier , no papel principal.
Daniel Filho como diretor de cinema é um bom diretor de novela. Nas imagens, no elenco, os filmes de Daniel Filho ganham, ainda mais a cara de folhetim global das nove da noite.
Deixo claro que minha análise é sobre o filme. Chico Xavier é o homem brasileiro mais importante, um iluminado, sua vida, obra e coração merecem nota 1000000000, ao contrário do filme.
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Postado por Gabriel Pereira em 22 de Abril de 2010 às 15:41
Juro-lhes que não tenho paciência. Tem brasileiro com mania besta de almofadinha. Frescura de Mauricinho me causa muita irritação. A gente não pode ser tão inflexível, o jogo de cintura faz parte da arte de se viver de bem com a vida.
Vendo um daqueles programas de análise futebolística de segunda-feira,flagrei o editor chefe do Globo Esporte, Sidnei Garambone descendo a lenha em um jornal, que estampava na capa a manchete: Tamo junto!
Segundo Garambone, a manchete é um absurdo. O jornal é formador de opinião e tem que ensinar os brasileiros a falarem direito, já que o país é tão carente de uma boa educação
Concordo em gênero número e grau. Mas, como tudo na vida, essa posição exige uma reflexão. O esporte é uma coisa leve, não precisa ser escrito de forma tão hermética, como o jornalismo cotidiano.
Se fosse assim, não reconheceríamos o valor de um Cartola, de um Adoniran Barbosa, em que a graça das músicas é, justamente o português alternativo. O importante é se fazer entender.
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Postado por Gabriel Pereira em 20 de Abril de 2010 às 15:54
Sempre fui um cara de personalidade, digamos, sólida. Coisa mais difícil do mundo é algum ser humano me fazer mudar o que penso. Quando formo uma opinião, morro com ela. Entretanto, existem exceções.
Logo quando inaugurei esse espaço, escrevi um post dizendo que o Brasil deveria, sim, sediar a Copa do Mundo, em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Fui execrado, chamado de louco sem noção, por defender esse ponto de vista.
Acreditava de verdade no legado que os eventos poderiam gerar para o país. Empregos, esporte aos mais carentes, transporte público de qualidade, enfim. Mas existiram situações que me fizeram mudar radicalmente de opinião.
A recente tragédia ocorrida no Rio por causa da chuva provou que, principalmente a cidade maravilhosa não tem um pingo de condições de sediar qualquer evento de grande porte.
Como vamos explicar aos gringos as casas construídas irregularmente nas encostas? uma cidade que fica totalmente revirada por causa da chuva? Fato, vamos passar vergonha.
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Postado por Gabriel Pereira em 19 de Abril de 2010 às 14:30
Um dos grandes desafios do jornalista é conseguir contar histórias de forma limpa, de fácil entendimento. Vamos lá, vou tentar fazer isso nesse post, depois me digam se consegui. Fica a cargo de vocês.
Tive que resolver alguns problemas no Centro de Assistência Social, aqui de Ribeirão Preto. Um poço de boas histórias, gente que luta por um pouco de atenção do poder público.
Senhor Salvador, aposentado, roupa surrada, vida sofrida. Há anos luta para conseguir uma prótese para o braço. Mediante a mais uma negação da sua necessidade por ‘’falta de verba’’, disparou uma frase fantástica: ‘’ Dinheiro para colocar na cueca eles têm, né?
Màrcio, humilde mas com roupa alinhada, futuro estudante de Direito, comerciante, tetraplégico, mora sozinho, tem uma loja de variedades na periferia, quer há dois anos uma cadeira de rodas, nova.
Fico pensando, quantos Márcios e Senhores Salvador existem, querendo exercer o direito de ter uma vida digna.
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Postado por Gabriel Pereira em 09 de Abril de 2010 às 15:49
Medo, frio, calor. Nada disso me incomoda, de todas as sensações possíveis e se sentir, nenhuma consegue ser tão ambígua, tão paradoxal, excitante e chata ao mesmo tempo, do que o sono.
Tem coisa mais gostosa do que, acabar de almoçar e dar aquela ligeira fechada de olhos. Dez , quinze, vinte minutos, parecem uma eternidade, há momentos em que você chega até a sonhar.
O sono, ás vezes aparece em momentos inadequados, se você acostuma dormir depois do almoço, já era, nas ocasiões que você não pode fazer isso, por qualquer razão, passa o resto do dia, um trapo.
Pronto, está feita a piada, você já fica com fama de bêbado, drogado, gandaieiro. Não! Você só está padecendo de um mal terrível. Falta de sono!
Mas, em linhas gerais, sono é uma coisa boa, revigorante, animador, um dos maiores prazeres da vida. Por isso, aceite um conselho: Quando acabar de ler esse post, se puder, vá dormir!
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