A minha idéia inicial quando decidi escrever este post, era contar um pouco da minha experiência e satisfação ao apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso e, enfim terminar a faculdade.
Mas, fui pego absorvido pelos fatos surreais ocorridos no Rio de Janeiro,de dois dias pra cá.
Tenho uma visão, diria, no mínimo radical em relação a todo esse ‘’game ‘’ de guerra, que está acontecendo Cidade Maravilhosa.
A ação da polícia foi, é e será necessária, principalmente por dois motivos. Primeiro, os engravatados cariocas precisam provar que podem sediar eventos do porte de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada. Para isso, faz-se necessário acabar ou, ao menos diminuir a violência no estado.
Segundo, desde que o Rio é o Rio, existe favela, pobreza e exclusão social. Nunca se pensou em dar para essa gente, que vive no morro, condições de ter acesso á saúde, educação, salário digno, etc.
Para conseguir ter dinheiro para comprar, de terceiros um dever do Estado, alguns roubam,matam, seqüestram.
Consequentemente, para evitar que a classe média viva reclusa, refém da violência, a polícia chega, como diz meu pai: ‘’com os dois pés no peito’’
Será que nunca pensaram nisso?
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Blogs e Colunistas \ Gabriel Pereira \ Novembro 2010
RSSPor favor, pensem!
Postado por Gabriel Pereira em 25 de Novembro de 2010 às 22:18
Sangue na veia
Postado por Gabriel Pereira em 15 de Novembro de 2010 às 02:08
O jornalismo é, talvez a minha maior paixão, se não seguisse a carreira não sei o que seria na vida.
Mas, desde que entrei na faculdade, algumas coisas sempre me causaram certa confusão na cabeça.
Os professores sempre disseram, que o profissional de imprensa não deve mostrar muita emoção diante de um fato,por mais que ele seja delicado.
Na última sexta-feira,um acidente com um caminhão desgovernado e mais sete veículos matou um bebê de seis meses e feriu uma menina de quatro anos.
Impossível não lembrar, que aquele é o meu caminho para ir á fisioterapia todos os dias, com exceção, exatamente da sexta-feira; tenho um grande amigo, que faz o mesmo percurso para ir trabalhar; alguns dos meus primos possuem a mesma idade das crianças envolvidas no acidente.Me coloco no lugar dos parentes e amigos das vítimas.
Tudo bem, o jornalista deve buscar a imparcialidade sempre, mas ter sangue de barata é difícil
Tirem o microfone dele!
Postado por Gabriel Pereira em 02 de Novembro de 2010 às 17:23
Várias coisas acendem em mim a chama da indignação. Uma delas é o fato de eu ver e ouvir pessoas julgando-se superiores ás outras, simplesmente por terem tido mais acesso á informação e a cultura.
Recentemente, vi duas entrevistas de um maestro de orquestra sinfônica, que me deixaram estarrecido.
Os dois bate-papos todo foram recheados de opiniões elitistas e preconceituosas. Mas, uma das frases do regente me deixou, como diz o outro, de ‘’queixo caído’’.
Segundo ele, pessoas de classe mais baixa não deviam assistir a um concerto, já que não sabem como se comportar em um teatro. Com todo o respeito, caro maestro, é por causa de generalizações tolas como esta, que a sociedade anda tão irracional.
Mesmo sendo verdade, o senhor tem como obrigação ajudar a educar essa população. Colaborando para um país mais culto, consequentemente, menos propício para o surgimento político de figuras como, Tiririca, Gabriel Chalita e Romário.
As besteiras ditas por esse senhor não param por ai. Em uma outra aparição na TV, ele afirmou só reconhecer o talento artístico de quem freqüentou a Faculdade de Música.
Posso estar enganado, mas grandes gênios da música, como: Cartola, Bob Marley, Mano Brown, Tonico e Tinoco e Freddie Mercury nunca foram à faculdade. Mas, com certeza tem ou tiveram um conhecimento maior do que esse moço.
Humildade e talento não são aprendidos na escola.
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