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Blogs e Colunistas \ Gabriel Pereira \ Fevereiro 2011

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Blog de Gabriel Pereira

O país X

Postado por Gabriel Pereira em 27 de Fevereiro de 2011 às 20:52

Quando o Brasil foi anunciado sede da Copa do Mundo de 2014, creio ter sido um dos únicos que, realmente acreditava no tal legado, que a competição traria ao país. Por isso, sempre fui a favor.
Porém, confesso, que mudei de opinião. E, não pensem que os motivos são, somente, as falcatruas, que já estão acontecendo, na construção dos estádios. Meu descrédito vai muito mais além das denúncias de superfaturamento nas obras.
Façam o seguinte exercício de reflexão: Imaginem que não existe o Brasil. Pensem em um país qualquer. Nele, um mosquitinho mata o mesmo tanto, ou mais, do que genocídios marcantes da história mundial.
Na mesma nação, chuvas causam transtornos inimagináveis e, pasmem, senhores, as mesmas ocasionam perdas humanas. Famílias inteiras acabam, pois não tem condições dignas de moradia.
Somem a isso tudo, um sistema de transporte obsoleto e ineficaz, segurança pública antiquada e corrupta. Isso sem falar em um Parlamento, que contém: um palhaço semianalfabeto e um ex- jogador de futebol, no mínimo, polêmico.
Digam-me, se vocês não morassem nesse país, o que achariam se a Copa do Mundo fosse realizada em um local com problemas dessa grandeza?
 

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Bom humor tem limite

Postado por Gabriel Pereira em 23 de Fevereiro de 2011 às 21:00

Por mais que eu exercite minha presença de espírito, tem coisas que, realmente, não tem a menor graça. Uma delas, é a história do nobre vereador Oliveira Júnior ( PSC), dar título de cidadão ribeirãopretano ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Terra Teixeira.
Ainda que se queira transformar Ribeirão Preto em uma sede de treinos da Copa do Mundo de 2014, dar uma honraria dessas a  uma pessoa, que nem conhece a cidade, é desafiar a inteligência de qualquer um.
Existem cidadãos oriundos e residentes na cidade, que são muito mais merecedoras do título do que o cartola carioca. Cito alguns: Ivan Vilela, professor da USP e um dos mais respeitados estudiosos, quando falamos de cultura regional ; Júlio Voltarelli, o pesquisador de células tronco mais reconhecido do país; José Batista Volpon, a maior sumidade em ortopedia da América Latina, que atende somente pacientes que vierem ao HC Ribeirão.
É ilusão pensar que esses notáveis terão algum tipo de homenagem pública. Reverenciá-los seria uma prova de utilização do bom senso, fato raro no nosso Legislativo ultimamente.
 

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Chega!!!

Postado por Gabriel Pereira em 14 de Fevereiro de 2011 às 18:09

Ouvi uma frase certa vez, que dizia assim: ‘’Difícil não é lutar pelo que se quer, e sim desistir daquilo que mais ama. Eu desisti! Não por desistir de lutar, mas, sim por não ter mais condições de sofrer’’.
Essa frase de Bob Marley exemplifica, em poucas linhas, tudo o que vier a se falar sobre a despedida de um dos maiores gênios do futebol moderno, o Fenômeno Ronaldo.
Mais do que o mmmmmmmmmuittttoooooo dinheiro conquistado com o esporte, esse cara deu inúmeras provas de ter amado a profissão, por isso, a decisão dele tornou-se mais difícil. Afinal, como e quando desistir de um grande amor?
Com muita experiência no assunto, digo, que é uma decisão repentina. Você se recusa a desistir, mas, as frequentes mágoas e decepções fazem você acordar um belo dia e dizer: Chega!!!
Você, Ronaldo, soube lidar com esse momento difícil de uma maneira simples e digna, sem, no entanto, perder a humildade e a simpatia, peculiares a sua personalidade.
Não sinta-se derrotado jamais, apenas o fato de saber detectar o seu momento ideal torna-o, ainda mais, digno de admiração e aplausos.
 

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Concordo, Johnny!

Postado por Gabriel Pereira em 10 de Fevereiro de 2011 às 18:22

Ontem, li um post do blog de um grande amigo, o jornalista João Pitombeira, no qual ele repercute a agressão sofrida pela atendente de um posto de saúde por uma paciente, na última segunda-feira em Ribeirão Preto.
No texto, analisa-se o fato pela visão da agressora, que, aposto, deve ter agido daquela forma tomada de um desespero, devido ao péssimo atendimento oferecido pela saúde pública ribeirãopretana.
No meu comentário, citei uma ocasião, na qual fiquei oito horas em um corredor do Hospital das Clínicas, esperando meu retorno pós-operatório deitado em uma maca, engessado do quadril ao pé. Nessa situação, a gente se sente acuado, ofendido, humilhado e, capaz de agredir alguém, sim.
Dessa forma, como dito pelo grande Johnny, vejo o ato da agressora como uma atitude tomada em legítima defesa da dignidade, da honra e do direito de ter uma saúde pública de qualidade, pelo simples fato de pagar caro por isso.
Deixo claro, que não sou, como tenho certeza que o João também não é, a favor de qualquer tipo de violência. Só não somos hipócritas de recriminar a agressora de maneira simples, sem saber as verdadeiras razões.
Encerrando, dou a dica para todos acompanharem o blog do grande Johnny. Belos textos e um grande censo crítico. Vale a pena!
 

vesemeentende.wordpress.com.

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Tiririca jornalista

Postado por Gabriel Pereira em 06 de Fevereiro de 2011 às 16:04

Desde que entrei na faculdade de jornalismo, penso muito sobre a tal obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Algumas vezes, confabulei comigo: ‘’Será que a graduação é necessária''? Se analisarmos bem, grandes nomes da imprensa brasileira nunca foram á universidade.
Porém, a troca de farpas entre o atacante Ronaldo do Corinthians e o ex-jogador, atual ‘jornalista, Neto, me fizeram ser um defensor assíduo do curso superior para jornalista.
Primeiramente, vale dizer que, o que esses dois estão fazendo, se alfinetando de uma maneira infantil, pesada e despropositada, via twitter, é lamentável, Não que eu defenda a violência, longe de mim, entretanto, seria mais digno se ambos marcassem um lugar e resolvessem as diferenças face a face.
É inadmissível, um profissional da imprensa, formador de opinião, usar expressões preconceituosas, como ‘travecão’, ainda mais em um local público e acessível á todos, como o twitter.
Com toda a sinceridade, me espanta uma empresa séria, como a BAND, contar com uma pessoa sem preparo nenhum para ser jornalista.
Engraçado, os jornalistas, eu me incluo nisso, foram os primeiros a questionar como deixaram o Tiririca se eleger deputado. Temos um ‘Tiririca’ na nossa profissão e ninguém nem ameaça tirá-lo das funções que executa.

 

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