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Blogs e Colunistas \ Gabriel Pereira \ Abril 2011

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Blog de Gabriel Pereira

Possibilidades

Postado por Gabriel Pereira em 22 de Abril de 2011 às 23:59

Nos diversos setores da nossa vida, sempre, privilegiamos o
‘ou ‘, ao invés do ‘e’. Tudo sempre tem um ponto de vista certo, não leva-se em conta o outro lado. È a busca pela imposição de uma versão, a verdade absoluta.

Para quem não acompanha futebol, o principal acontecimento no mundo da bola, hoje, é a série de jogos entre Real Madrid x Barcelona.
O segundo tem um futebol de toque de bola, jogo vertical, ofensivo, parece uma dança. Já a equipe madrilenha, se baseia mais na estratégia, na tática.

Bastou o Real Madrid ganhar um jogo, para algumas pessoas começarem começarem : ‘’É a vitória do jogo feio, é o fim do futebol arte’’.

Por que tem que existir um jeito único de jogar futebol? Montar uma equipe tão certinha, de maneira tão milimétrica, anulando o adversário pode, sim, ser um tipo de beleza. Afinal, a arte sempre teve vários vértices.

Na política nacional é assim, também. O PT apresenta um projeto, o pessoal do PSDB nem olha e sai criticando. No lado contrário acontece a situação idêntica. Será que vai acabar o mundo se, algum dia, um elogiar o projeto do outro?

Me irrito quando dizem: ‘’Você é jornalista esportivo, tem que saber TUDO o que acontece no esporte. Primeiro: sou um jornalista, que, no momento, trabalha com isso.

Segundo: eu não posso ser jornalista esportivo e, estando de folga, querer ver um filme, falar banalidades com meus amigos, assistir um seriado, toma uns goró e não saber o resultado da F1, que começou ás 3h00?

A gente tá vivendo num mundo meio complicado. E, a melhora da situação passa pelo fato da gente aceitar que existe, no mínimo, duas verdades para tudo o que acontece.
 

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Cúmulo

Postado por Gabriel Pereira em 13 de Abril de 2011 às 18:15

‘’A humanidade é uma invenção frustrada, algo que, apesar de todas as tentativas, não deu certo’’. Essa frase, do fotógrafo mineiro, Érico Andrade, meu ex-colega de faculdade, traduz bem o sentimento deste post.
 

Essa semana, zapeando pelos telejornais, vi o nosso querido Presidente do Senado, José Sarney, dando uma de bom samaritano, tentando tirar algum proveito da tragédia em Realengo. Inclusive, propondo coisas absurdas, como fazer outro plebiscito para o desarmamento.
 

Fico impressionado em ver como é ‘cara de madeira’ esse senhor. Por que não propor uma lei, que obrigue o político ter apenas um domicílio eleitoral? Ou outra, que proíba um homem público de cercear o direito da imprensa?
 

Talvez, o nobre não as crie por medo de ‘dar um tiro no pé’, já que possui dois domicílios eleitorais (Maranhão e Amapá). Além disso, em uma atitude arbitrária e ditatorial, proibiu o jornal  Estado de S. Paulo de publicar denúncias sobre a família Sarney.
 

Mas, por outro lado, me conforta ter a certeza de que o senador, apesar do título, não amarraria nem o cadarço do tênis das crianças mortas no atentado na escola Tasso da Silveira, em Realengo.
 

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Esporte x Realidade

Postado por Gabriel Pereira em 07 de Abril de 2011 às 17:35

O principal motivo de eu ter entrado na faculdade de jornalismo sempre foi me especializar em esportes.

A admiração  por Juca Kfouri, Tostão e Fernando Calazans me fizeram querer seguir o mesmo caminho. Porém, o dia sete de abril de 2011 colocou-me para pensar sobre o futuro.

Fiquei consternado ao ver, pela manhã, o tiroteio acontecido em uma escola do Rio de Janeiro.

Já em casa, fiquei vidrado nos telejornais em busca de mais notícias. Zanzando pelos outros canais, eis que paro naqueles  programas de esporte.O assunto era a expulsão do Neymar no jogo do Santos.

Sinceramente, dane-se o Neymar. Sem querer ser o dono da verdade, no meu modo de entender o jornalismo, era para parar tudo e repercutir como uma cidade que permite tal atrocidade pode sediar um evento do porte de uma Olimpíada? Qual a credibilidade que o país terá perante o mundo depois disso?

Passadas sete horas do fato, começo a entender que o papel do esporte nesse país não é o de divertir, muito menos o de educar, mas, sim, alienar a população.
 

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