O principal motivo de eu ter entrado na faculdade de jornalismo sempre foi me especializar em esportes.
A admiração por Juca Kfouri, Tostão e Fernando Calazans me fizeram querer seguir o mesmo caminho. Porém, o dia sete de abril de 2011 colocou-me para pensar sobre o futuro.
Fiquei consternado ao ver, pela manhã, o tiroteio acontecido em uma escola do Rio de Janeiro.
Já em casa, fiquei vidrado nos telejornais em busca de mais notícias. Zanzando pelos outros canais, eis que paro naqueles programas de esporte.O assunto era a expulsão do Neymar no jogo do Santos.
Sinceramente, dane-se o Neymar. Sem querer ser o dono da verdade, no meu modo de entender o jornalismo, era para parar tudo e repercutir como uma cidade que permite tal atrocidade pode sediar um evento do porte de uma Olimpíada? Qual a credibilidade que o país terá perante o mundo depois disso?
Passadas sete horas do fato, começo a entender que o papel do esporte nesse país não é o de divertir, muito menos o de educar, mas, sim, alienar a população.


