‘’A humanidade é uma invenção frustrada, algo que, apesar de todas as tentativas, não deu certo’’. Essa frase, do fotógrafo mineiro, Érico Andrade, meu ex-colega de faculdade, traduz bem o sentimento deste post.
Essa semana, zapeando pelos telejornais, vi o nosso querido Presidente do Senado, José Sarney, dando uma de bom samaritano, tentando tirar algum proveito da tragédia em Realengo. Inclusive, propondo coisas absurdas, como fazer outro plebiscito para o desarmamento.
Fico impressionado em ver como é ‘cara de madeira’ esse senhor. Por que não propor uma lei, que obrigue o político ter apenas um domicílio eleitoral? Ou outra, que proíba um homem público de cercear o direito da imprensa?
Talvez, o nobre não as crie por medo de ‘dar um tiro no pé’, já que possui dois domicílios eleitorais (Maranhão e Amapá). Além disso, em uma atitude arbitrária e ditatorial, proibiu o jornal Estado de S. Paulo de publicar denúncias sobre a família Sarney.
Mas, por outro lado, me conforta ter a certeza de que o senador, apesar do título, não amarraria nem o cadarço do tênis das crianças mortas no atentado na escola Tasso da Silveira, em Realengo.


