Amo minha profissão, se não fosse jornalista provavelmente ficaria frustrado, sendo bibliotecário, minha opção na FUVEST que prestei meio obrigado pelos meus pais e sem pegar em um caderno na época do vestibular.
Entretanto, às vezes paro para pensar. Me ocorre que talvez a profissão que eu escolhi seja um tanto quanto desnecessária. Falo isso porque jornalistas lidam com palavras, estas sim, desnecessárias na maioria das vezes.
Mulher não quer mais receber cartas de amor, acha brega. Umas que mandei por esses tempos certeza que viraram pó. O povo prefere dormir uns cinco minutinhos a mais de manhã á ler um jornal, uma revista.
Viu? Com raras exceções, o pessoal não tem tempo, ou não quer lidar com frases, palavras, vírgulas, pontos e construções gramaticais e morfológicas. Então, para que servimos, jornalistas?
Triste, mas é a realidade. As palavras não são mais tão necessárias na vida das pessoas. Se muda de alguma forma que eu não sei qual é ou todos os profissionais de comunicação serão engolidos.


