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Alerta!

Postado por Gabriel Pereira em 02 de Fevereiro de 2012 às 11:34

Evito fazer, nesse espaço, considerações sobre o trabalho de outros jornalistas, afinal, ninguém erra por querer. Além do mais, não me considero gabaritado para criticar quem quer que seja.

Entretanto, existem algumas observações que, a meu ver, são válidas e precisam ser feitas. A gente vive em um país extremamente carente em termos educacionais, Sendo assim, quando um profissional da imprensa escreve "precose", "calçinha" "uma grama de cocaína", ou "16 horas da tarde", presta um desserviço ao jornalismo e, o que é mais grave, com quem vai ler, ouvir, ou ver a informação.

Deixo claro que não sou uma sumidade gramatical, aliás, estou a anos luz de sê-lo, por isso, como disse no início do post, evito criticar. Porém, esse tipo de falta de atenção não pode acontecer.

Quando a gente está no mercado jornalístico percebe que cerca de 50% do que aprendemos na faculdade é um "blá, blá, blá, dispensável". Mas, o que não se pode perder de vista é o que a gente aprende nsa primeiras aulas do curso sobre a função social do jornalismo.

O profissional tem que colocar na cabeça que, a partir do momento que ele exalta na rede social o PM que agride, sem razão, uma pessoa ou, destila palavras venenosas contra a mulher que matou um cachorro, ele contribui com a violência e a intolerância entre as pessoas.


 

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Tangamandápio Episódio III -

Postado por Gabriel Pereira em 06 de Janeiro de 2012 às 16:04

Durante minhas curtas, mas merecidas férias de fim de ano assisti vidrado a todos os filmes da saga Star Wars. Por incrível que pareça, as batalhas pela galáxia me fizeram recordar da política de um pequeno povoado, que sempre cito aqui.

Vocês se lembram de Tangamandápio? Aquele, da prefeita envolvida em escândalos com casas populares, do vereador cassado por desacatar policiais? Então, a saga Star Wars tem semelhanças com a Câmara Municipal do povoado.

No Legislativo do povoado tem um vereador, que além de estar no cargo há mais de vinte e cinco anos, vira e mexe torna-se o "homem forte" da Casa. No discurso de posse, o vereador prometeu uma "faxina geral", além de demonstrar, nas entre linhas, uma "fidelidade canina" a mandatária do povoado... Qualquer semelhança com o discurso e atitudes de Darth Vader, a partir dessa análise, não é mera coincidência.

Outra semelhança entre a Câmara Tangamandapiana e Star Wars é o fato de, nos dois casos, existir pouca gente capaz e querendo fazer oposição, os rebeldes. A diferença talvez esteja no fim das histórias. A saga do diretor George Lucas termina com os opositores do Império vencendo, o que não parece ser o caso no povoado em questão.

A esperança para o povoado é que, como nos filmes, no meio de tanta corrupção e conformismo, surjam cavaleiros capazes de restabelecer a democracia e acabar com o caos instalado.

Bom, seja como for, estou tranquilo. Moro em Ribeirão Preto, onde a democracia é plena e essas "guerras " não acontecem.
 

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Inspiração

Postado por Gabriel Pereira em 07 de Dezembro de 2011 às 21:15

Embora nunca tenha sido fã com "F" do Doutor Sócrates, me comovi com os textos de Juca Kfouri sobre a morte do "Magrão". O fato me inspirou a prestar uma homenagem a um amigo... CALMA, esse, graças a Deus, está muito vivo.

Hoje, dia sete de dezembro, faltam nove dias para a formatura de um dos meus sete melhores amigos, meus sete "anjos da guarda".

Arnaldo Silveira, meu amigo, meu irmão, esse texto é uma forma de compensar minha falta nesse momento importante da sua vida. Ausência essa que tem me causado alguma revolta, não com você, mas com toda a logística complexa que impede minha ida.

Na madrugada anterior à confecção destas palavras, cheguei a uma conclusão, meu irmão: Nossa amizade vale muito mais do que dois ou três dias de uma bela festa.

A gente tem e sabe de histórias boas e ruins um do outro.
Estivemos juntos em momentos alegres e tristes. Isso sim devia ser comemorado.

Não sou nenhum Juca Kfouri, nem tenho essa pretensão, isso é só uma homenagem. Parabéns e obrigado por tudo, Arnaldo Silveira!
 

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Tangamandápio, de novo!

Postado por Gabriel Pereira em 23 de Novembro de 2011 às 16:19

Há algum tempo, contei a vocês o caso de "Tangamandápio", um povoado localizado no interior da maior província do reino da "Besteirolândia".

Muitas coisas aconteceram na tal cidade desde então, porém, um fato intrigou todos os bons e doces"tangamandapianos": Duas mulheres foram presas, acusadas de pedirem dinheiro em troca de uma "ajuda" na obtenção da casa própria, o sonho de todo cidadão de Tangamandápio. E tem mais, além de cobrarem a propina, as mulheres acusaram a Administradora da cidade e a irmã de fazerem parte do esquema.

No entanto, o que torna a história tangamandapiana de hoje mais inverossímil, é o fato da Adminstradora utilizar os vários problemas  da irmã em defesa própria, uma espécie de presunção de inocência.

Em "Tangamandápio", na "Besteirolândia", em Oslo ou Estocolmo, a vida de um deficiente, seja de que tipo for não é uma coisa muito fácil, tarefas simples, como "arranjar alguém", conseguir trabalho, ir ao teatro e até, calçar um tênis. Para os deficientes, isto requer muito custo, muita luta. Sendo assim, tudo que o portador de alguma dificuldade física, ou mental NÃO PRECISA, é ser exposto, olhado com piedade e usado como "escudo", como fez a Administradora do povoado em questão, com a própria irmã.

Fora isso, a atitude mostra uma falta de argumentos terrível e um péssimo trabalho dos assessores, que trabalham com a mandatária, o que, aliás, é praxe quando falamos de Tangamandápio.

O que me conforta, sinceramente, é morar em Ribeirão Preto, onde esse tipo de coisas não acontece.

 

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Refletindo...

Postado por Gabriel Pereira em 07 de Novembro de 2011 às 17:53


Ver a morte do cinegrafista da BAND durante a cobertura de uma ação policial em um morro carioca me fez refletir sobre algumas coisas da minha profissão.

Sempre vou questionar a necessidade de dois profissionais terem que subir o morro para fazer uma matéria dessas, ainda mais que o enfoque dado a ela não mudaria, independente de onde as imagens seriam feitas. E outra, prisão de traficante em morro carioca tem todo dia, não precisava, na minha opinião, correr um risco desses.

Outro fato a ser levado em conta, é o dos próprios jornalistas levarem a sério demais o "nhe nhe nhé " de serem o "Quarto Poder". Isso faz com que os próprios profissionais de imprensa  vistam, de maneira irresponsável, uma capa de super-herói, acreditando que podem enfrentar um tiroteio desses com a cara e a coragem, desobedecendo ordens policiais, como fez o cinegrafista da BAND.

Sempre converso com o amigo e, também jornalista, João Pitombeira, sobre como não confundir profissionalismo e loucura. A vida vale e é muito mais do que qualquer profissão. Todo mundo lamenta agora, mas, daqui a pouco, a BAND contrata outro cinegrafista, e o novo pai, avô e marido, quem contrata?

O que me causa mais indignação é a constatação de que, enquanto ele morria na busca do "EXCLUSIVO!", de fazer a melhor imagem, os textos dos jornalistas ficam cada vez piores e as informações cada vez mais fúteis.

 

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