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Eu quero mais!

Postado por Gabriel Pereira em 27 de Setembro de 2010 às 22:47

Não agüento mais falar de política. Prometo que é o último post, no qual cito a  peculiar campanha eleitoral brasileira.
Sempre, desde molecote, adorei política, vejo a capacidade de ‘’servir ao povo’’, desde que corretamente, no Brasil, uma atitude que exige do sujeito uma habilidade cirúrgica e uma força digna dos lutadores de ‘’Vale Tudo’’.
Apesar disso, de gostar demais das chamadas Ciências Políticas, cada vez mais estou me decepcionando com todo o processo eleitoral, principalmente na campanha dos presidenciáveis na eleição deste ano.
Tudo é muito organizadinho, planejadinho. Como dizia meu ídolo, Chapolin Colorado: ‘’Todos os movimentos são friamente calculados’’. Ai, a gente vê o que viu nos debates do primeiro turno.
A candidata líder nas pesquisas, quase como um bonequinho fabricado, tem todas as palavras decoradas, como um roteiro de novela.Porém, não pode receber um pergunta fora do que ‘’estudou’’, que se embanana toda.
O segundo colocado, em certos momentos liga a metralhadora de promessas e dispara, agindo como se implorasse o voto. Só falta ajoelhar.
A ‘’terceira ‘alternativa’’ é até bem intencionada, tem boas propostas, mas na hora de falar em público, meu Deus! Tentativas de assassinatos seguidas ao pobre do nosso português.
O outro candidato tem uma boa oratória, um nível intelectual acima da média, mas com idéias absolutamente malucas.
Ganhe quem ganhar, não faz diferença, merecíamos mais.
 

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Agora aguenta, ué

Postado por Gabriel Pereira em 22 de Setembro de 2010 às 16:06

Fazia tempo que não escrevia neste espaço. O ‘’maledetto’’ livro reportagem sobre sertanejo universitário, produto do meu trabalho de conclusão de curso, tem me vampirizado todo tempo que tenho livre.
Embora esse espaço seja um local de relaxamento, principalmente para quem escreve nele, nada impede que seja um lugar onde se discutam coisas sérias.
Sempre tive certa reticência em reticência quanto a crianças prodígios, que aparecem na música, na TV e no esporte.
O sucesso repentino nem sempre se mantém e a pessoa cai, ás vezes, no ostracismo. Ai, meu amigo, se não tiver preparo, babau, foi-se. Para seguir o caminho errado, ‘’é dois palito’’, como diz o outro.
O que aconteceu com o Neymar,atacante do Santos, toda a confusão que ele se envolveu na última semana, com a diretoria pondo panos quentes em tudo que o jogador faz de errado, é,no mínimo preocupante.
Esse garoto fez sucesso muito rápido, foi glorificado demais, com dezessete anos e pelo que a gente viu, não soube lidar com isso.
Se tornou mimado, intocável,tanto dentro de campo, quanto fora, ficou entojado que só ele.
Todo mundo achava graça quando ele simulava fazia dancinhas e humilhava os adversários dentro do jogo.
Agora, na primeira dificuldade, o mimadinho faz birrinha e consegue o que quer, na marra, no grito.
Agora, parodiando uma frase da minha avó:''Quem pariu Neymar que o embale''.
 

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Quero que desenha

Postado por Gabriel Pereira em 12 de Setembro de 2010 às 22:42

Juro á vocês, que tento levar ao pé da letra, pelo menos aqui neste espaço, o ditado que diz: ‘’Política, religião e futebol não se discutem. Embora, no descanso do meu lar, fora das atribuições jornalísticas, adoro conversar sobre isso.
Tem coisas nas atuais eleições, que se a gente contar em um churrasco, vai parecer piada, meu Deus do Céu!
O teor bizarro da campanha eleitoral transforma a política nacional em algo digno de análise.
Não estou falando, só dos candidatos peculiares que estamos vendo.
É incrível a quantidade de candidatos que se aproveitam da imagem de outras pessoas para se promover.
Tem pessoas que, ainda tentam imitar de forma esdrúxula, as palavras e, até a entonação na fala, do falecido, Enéas Carneiro, eleito deputado federal com 1 milhão de votos de protesto.
Outro exemplo: O sujeito pode vir a ser, se eleito, o político mais sensacional do país, fazer leis que beneficiem toda a população.Mas, o que é o Raulzinho, candidato a deputado federal, além de filho do Raul Gil?
A piada maior surge,porém do seguinte raciocínio : o vice de Dilma, candidata do PT á presidência, é Michel Temer, do PMDB São Paulo. O presidente do PMDB estadual é Orestes Quércia, que quando era candidato a senador apoiava Alckmin e Serra.Agora que se retirou da disputa apóia Romeu Tuma, que apóia os ‘’tucanos’’.
Eita piada mais complicada de  entender.
 

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Rauuuulllllllllllllll!

Postado por Gabriel Pereira em 07 de Setembro de 2010 às 22:34

Tenho escutado bastante as músicas de Raul Seixas, no carro. Escolhemos o CD por acaso, eu e meu pai, era a única opção fora o horário eleitoral.
A primeira música da coletânea é ‘’Ouro de Tolo’’, não sei se alguém já ouviu. Se não, vale a dica, é espetacular, demonstra toda a insatisfação de alguém que tem tudo o que as pessoas comuns desejam: dinheiro, carro, família, uma bela casa e acha tudo isso uma grandissíssima @%#*!.
Não sei se isso faz parte do azedume que me acompanha desde o Jardim Procópio, mas estou me sentido como Raulzito.
Todo mundo vive dizendo para eu agradecer ‘’tudo’’ que eu tenho na vida. Qual TUDO é esse, eu não sei.
As pessoas acham que eu estou feliz com tudo o que conquistei, afinal sou um dos poucos deficientes físicos que cursam o ensino superior neste país.
Com todo respeito: que bella roba! Primeiro que esse fato devia ser vergonha para o país. Quando vão entender que curso superior não é luxo, mas,  um dever? Segundo, que para mim, ainda não é o suficiente, daqui a três meses mais ou menos com ou sem ensino superior , privilegiado ou não, estou desempregado.
O que mais me irrita é quando falam: ‘’Perto do que você passou na vida, tudo é fichinha’’.
Caramba, não posso me contentar com pouco, só porque já passei por três ou quatro cirurgias há décadas, se for assim, não tem porque me levantar de manhã.
Afinal, como dizia Raul: ‘’Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar’’.

 

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Humor na hora do almoço

Postado por Gabriel Pereira em 28 de Agosto de 2010 às 16:44

Um professor me falou uma vez que a coisa mais difícil de fazer na televisão é algo relacionado ao humor.
Até bem pouco tempo concordava em gênero, número e grau com ele. Os programas humorísticos de hoje estão mais para fazer chorar do que para rir, de tão ruins que são.
Se eu ficar em casa aos sábados e me pegar vendo "Zorra Total", começo a sentir depressão.
Mas, recentemente, descobri um programa humorístico fantástico para a hora do almoço: o horário eleitoral gratuito!
Tem quatro casos que me chamam a atenção.
O primeiro é o do marido da Mara Maravilha. Ele deve ser mudo; fica com cara de dois de paus, enquanto ela pede voto por ele.
Em  segundo é importante citar o  "mito", a "lenda", o "sensacional" , Tiririca; uma pessoa que faz uma música do nível de "Florentina" não pode ser levada a sério nem como músico. Além disso, o slogan: Você sabe para que serve a política? Não? Nem eu. "Vamos aprender juntos", é a coisa mais fantástica já criada.
O terceiro caso talvez seja o mais engraçado. Ttenho dó de quem é cinegrafista do horário eleitoral do Quércia. Ele deve ter comprado dentadura nova, na hora do: ’’Eu prechijo do seu voto", deve voar cuspe para todo canto.
No  quarto posto está  a espetacular mulher "Pêra". É a única candidata que manda beijo no final da campanha. Pensando bem, até votaria nela se ela aceitasse fazer a campanha lá em casa!
O ruim é que o festival de risadas já acaba agora nesse mês. Droga, o que vai ser do meu almoço?
 

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