Postado por Gabriel Pereira em 19 de Outubro de 2011 às 21:08
Vim contar a história de uma cidadezinha, que conheci, talvez, vocês já tenham ouvido falar dela, Tangamandápio, um povoado, antes pequeno, que agora vinha tentando tornar-se importante no país chamado, "Besteirolândia".
Nos últimos tempos, a população "tangamandapiana" convive com alguns fatos estranhos. A saúde pública do município vive em petição de miséria. Na política, vejam vocês o absurdo, um vereador da cidade foi cassado por dirigir embriagado e desacatar policiais ao ser flagrado.
Mas, o que torna a situação de Tangamandápio mais inverossímil e tragicômica é o fato de, agora, o site da prefeitura da cidade ter um "Campo" novo, utilizado para, literalmente, desmentir os órgãos da imprensa, que criticam a Prefeitura. Quer dizer, a assessoria da prefeitura tangamandapiana, em vez de levar os secretários nos programas de rádio, TV e jornal, prefere chamar os jornalistas de mentirosos.
Se fosse em qualquer país do mundo, isso seria visto como atitude autoritária, que denota, sobretudo uma preguiça mostro de trabalhar, por parte de assessoria .Mas, lembrando que estou falando de Tangamandápio, onde, para alguns, tudo pode, desde que seja bonito e colorido.
Volto a dizer, estou falando de Tangamandápio. Qualquer semelhança com outra cidade é mera coincidência... EU ACHO!
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Postado por Gabriel Pereira em 16 de Outubro de 2011 às 16:28
Tem gente por aí que continua acreditando que eu sou exemplo, um vencedor, opinião essa não compartilhada por mim. Porém, a esse que vos fala, cabe fazer um agradecimento a quem contribuiu para que chegasse ate aqui.
Dessa vez, no entanto não se trata de uma homenagem para meus pais ou amigos. Esse post faz referência e reverência até um pouco atrasada, a uma pessoa que viveu do outro lado do oceano, o qual, nem conheci, Steve Jobs.
Não estou louco não, tá? É ele mesmo, o criador da "Apple", do computador pessoal e de uma enxurrada de inovações tecnológicas do mundo em que vivemos.
O jovem mancebo, que hoje escreve essas e outras asneiras aqui, seria mais um portador de deficiência física a ficar deitado na cama se não fosse o "486" que usou por todo o período de colégio.
Não teríamos, jornalistas deficientes físicos, uma deputada federal tetraplégica e, até, um amputado das duas pernas competindo de igual para igual com os ditos "normais" no atletismo, se não fossem as criações do maior gênio do mundo moderno.
Geralmente tenho lá minhas reticências com esses ídolos criados pelo povo, vejo muitos deles como uma estátua de cera em um sol de quarenta graus. No entanto, dou meu braço a torcer por esse senhor. Obrigado, Steve Jobs!
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Postado por Gabriel Pereira em 05 de Outubro de 2011 às 20:45
Ouvi um comentário, que dizia assim: "A internet é um celeiro de tolices e besteiras sem fim". A frase, por si só, já mereceria uma análise, entretanto, um fato inusitado conferiu com exatidão milimétrica ao provérbio.
Perambulando pelo facebook, vi pessoas colocando foto de desenho no respectivo perfil. Descobri também que, o ato era um protesto contra a violência infantil.
Podem dizer que sou azedo, ácido, bilioso, o que quiserem mas, continuo achando esse tipo de manifestação inútil e ineficaz, tal qual o protesto no twitter contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira e a passeata pela acessibilidade, em Ribeirão.
Incrível como as pessoas limpam a consciência rápido. Colocam um desenho no perfil do facebook, vestem uma camisa, vão a uma passeata, crentes que mudaram a história do planeta. Enquanto isso, Ricardo Teixeira continua fazendo o que quer com o futebol nacional, e os deficientes de Ribeirão Preto continuam esperneando para ter o direito de andar dignamente nas ruas e os direitos das crianças continuarão a ser desrespeitados.
Mais engraçado ainda é ver o quão você pode ser execrado se discorda de uma manifestação "tola" como essa dos desenhos. Um amigo meu, o jornalista João Pitombeira, viveu essa dantesca experiência, quando publicou argumentos iguais a esses na página do facebook.
Como eu sei que a minha voz e a do glorioso "Johnny" são quase solitárias. E eu encerro esse texto com o trecho de uma música da banda inglesa "Queen". "Jogue o jogo, viva as mentiras, ciente que sua voz jamais será ouvida".
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Postado por Gabriel Pereira em 12 de Setembro de 2011 às 21:59
São 7h, do dia 31 de janeiro de 1999. É o primeiro dia de aula na quarta série, em um Colégio X de Ribeirão Preto. Começa ali uma amizade, motivada por uma paixão em comum, o basquete.
De um lado, um cadeirante, com o peso um pouco acima do aceitável para a idade, o mais novo de uma família de dois filhos.Do outro, um menino magro, alto, de sorriso fácil, o quarto de cinco irmãos.
Nos anos que se seguiram, o basquete foi assunto recorrente, mesmo quando o tempo de colégio acabou e os encontros se tornaram mais raros. Mas, existia sempre o gosto amargo e a decepção causada pelos fiascos costumeiros da seleção brasileira masculina.
Ambos eram muito novos e pouco deviam lembrar da última participação do basquete masculino nas Olimpíadas , em 1996, fato que aumentava nos dois a vontade de ver isso acontecer.
Hoje mais de treze anos de amizade, quando a vida profissional torna mais difícil os papos dos dois amigos, o basquete masculino volta ás Olimpíadas.
A cada cesta no jogo decisivo, um deles, pelo menos, lembrava de cada lance da amizade. PARABÉNS, BRASIL!!!
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Postado por Gabriel Pereira em 04 de Setembro de 2011 às 16:38
Jogue a primeira pedra quem nunca ouviu ou já disse a frase: "O futebol é a paixão nacional". Talvez ,esse dito popular seja a única verdade concreta que temos nesses quinhentos e onze anos de Brasil.
Sendo assim, como toda paixão, o futebol, em alguns casos, leva as pessoas a ficarem completamente cegas. Mas, tem gente que leva a cegueira aos níveis mais absurdos e inimagináveis.
Recentemente, esteve em Ribeirão, o senhor Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Paulista de Futebol. Esse cidadão, em uma declaração na qual se exime de toda a culpa pela situação deplorável, em que estão os times do interior, disse que os Governos Municipais têm que dar "incentivos" ($$$), aos clubes.
O mais surpreendente não foi a nossa prefeita dizendo "amém" para esse pedido absurdo do senhor Del Nero. O que estarrece é ver cidadãos comuns fazendo coro com essa atrocidade.
Será que essas pessoas não percebem que esse dinheiro dado aos clubes virá dos impostos pagos por mim, por você e por eles?
Por mais que eu goste de futebol e queira ver os times daqui se dando bem no cenário nacional, não estou afim de trabalhar para o Botafogo nem para o Comercial.
Se ao menos a cidade não tivesse outras prioridades, se a saúde pública estivesse em um nível próximo do aceitável, se não tivéssemos tantos buracos no asfalto, se as políticas esportivas não fossem tão obsoletas, vá lá. Mas o momento da cidade não é tão bom, aliás, muito pelo contrário, o que torna mais despropositados os argumentos a favor do pedido feito presidente da FPF.
Futebol é o principal entretenimento do brasileiro, mas quando se transforma em uma ferramenta de "imbecilização" do homem, torna-se um dos maiores maus da sociedade.
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