Postado por Gabriel Pereira em 31 de Julho de 2011 às 16:06
Sou fã do seriado "Chaves", vejo ele como uma das coisas mais atemporais da história, atual, ainda hoje, se pensarmos em alguns lugares de Ribeirão Preto, inclusive. Sendo assim, sempre tive vontade de entrevistar o criador do programa, Roberto Gomez Bolanõs, algo praticamente impossível, levando-se em conta os oitenta e dois anos do ator e a dificuldade logística.
Eis que por uma obra do destino, para comemorar a conquista de um milhão de seguidores no twitter, "Chespirito", como é chamado, resolveu fazer um chat ao vivo, no microblog. Como bom fã, participei da "twitcam" e resolvi colocar trechos dela aqui.
Bem humorado em frente à câmera, o ator subiu um pouco o tom quando falou do uso exagerado de expressões estrangeiras no dia-a-dia: "Não há mais como tirar expressões como, ok, do vocabulário, todo mundo fala, mas, utilizar expressões, como: cool, clean, ao invés da linguagem nativa, é uma "bobeira’’, comentou.
Bolaños mostrou mesma indignação ao falar sobre pena de morte e do tratamento dado a quem comete algum crime: "Vivi mudanças espetaculares no mundo, mas o que eu queria ver mudar, ainda não aconteceu. É inconcebível, que alguém morra porque cometeu algum crime, essas pessoas são doentes, têm que ser cuidadas por médicos. A cadeia é a escola mais eficaz do crime", disse.
Surpreendendo as mais de 50 mil pessoas, que acompanhavam a twitcam, Chespirito afirmou que, apesar do personagem "Chaves" ter sido o mais conhecido, o favorito dele é "Chaparron Bonaparte", pelo fato de, com um jeito todo peculiar, propor reflexões sérias sobre a vida.
Exemplo para muitos humoristas atuais, Bolaños encerrou o bate papo fazendo elogios ao espelho profissional, que teve durante a carreira: "Meus olhos brilhavam quando eu via Ramón Valdez (Seu Madruga), atuar, era autêntico, sincero. Não fazem mais humor assim", finaliza.
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Postado por Gabriel Pereira em 24 de Julho de 2011 às 01:18
Amy Winehouse foi, sem dúvida, um dos maiores casos de desperdício de talento que eu já vi. Voz maravilhosa, presença de palco marcante, além de compor músicas perfeitas, tanto melodicamente, quanto em termos de letra, no texto propriamente dito.
Mais um caso de pessoa genial, que achou precisar de um "potencializador" para conseguir ser mais espetacular, ou lidar com os próprios "traumas geniais", que surgem não sei como.
Foi isso que vi acontecer com os gênios, que vi na minha geração. Diego Armando Maradona, Michael Jackson e agora, a inglesa "peculiar", Amy Winehouse.
È ai, que eu debato o papel da imprensa nessas histórias. A gente precisa parar de retratar essas pessoas como "gênios incompreendidos" vê-las como doentes, que é o que realmente são.
Só na hora que pararmos de ver os escândalos deles como algo bonitinho, algo digno de aplauso e de risada, é que essas pessoas vão parar de se auto-desperdiçar, como cansam , ou cansaram de fazer.
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Postado por Gabriel Pereira em 21 de Julho de 2011 às 22:15
Não entendo a dificuldade que as pessoas têm de olhar para o próprio umbigo. Todo mundo sente um prazer tão grande em apontar os defeitos alheio, que se esquece de identificar e reavaliar os seus.
Os jornais da Itália, da Alemanha e de outros países europeus vivem enchendo a boca para recriminar os atos de violência cometidos aqui. Engraçado... antes de apontar o dedo pra cá, como se aqui fosse o aterro sanitário do mundo, os gringos deveriam lembrar das "peripécias" cometidas por Hitler, Mussolini e outros figurões, que infectaram a humanidade.
Se um americano, ou alguém que morou nos EUA ver um episódio de "Chaves", sai logo falando : "Ah, isso é um retrato de pais de terceiro mundo." Porém, se essa pessoa der quatro "clicks " no controle remoto pode ver, "Todo Mundo Odeia o Cris". A diferença de contexto entre a primeira série, vivida no México e a segunda, que se passa em Nova York, é mínima.
O que me irrita é saber, que apesar de tudo isso, que falei não servira de nada, sempre vai ter um "Zé Gedé" com telhado de vidro, atirando pedra no outro.
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Postado por Gabriel Pereira em 06 de Julho de 2011 às 21:44
A racionalidade excessiva que, às vezes, toma conta dos seres humanos incomoda-me muito. Em nome desta "objetividade", não são raros os momentos, em que prejudicamos os outros.
Fiquei pasmo ao ver o tamanho da truculência com que os moradores da Favela da Família, em Ribeirão Preto "Catiripapos" e "cola-brincos" rolaram em quantidades industriais, sem motivo, razão ou circunstância.
Os PMs em serviço têm uma grande parcela de culpa, pelo despreparo com que trataram a situação,mas, nenhum policial foi lá porque quis,eles receberam ordens e cumpriram "racionalmente", não importando-se com a dignidade e as dores das pessoas, que estariam, dali em diante, sem um lugar para morar.
O Serviço Social da Prefeitura demorou um dia inteiro para se dignar a ir no local, quando foi, disse que tem que cadastrar as famílias nos programas de moradia do governo municipal.
Quer dizer que, até ser feito o tal cadastramento das mais de duzentas famílias e todas burocracias serem resolvidas , essa gente ira continuar dormindo em um campo de futebol?
Francamente, meus amigos, são situações como essas, que me fazem enaltecer as atitudes tomadas de forma passional.
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Postado por Gabriel Pereira em 17 de Junho de 2011 às 21:21
Fui convidado, para uma passeata em prol da acessibilidade, domingo as 11h00 no Palácio do Rio Branco... Espera um pouquinho, na frente da Prefeitura, domingo as 11h00? Quer dizer que, resolveram organizar o evento no único dia que não tem ninguém no Palácio?
parte isso, façam uma retrospectiva das passeatas feitas no Brasil e chequem sua utilidade.
Em 1968, mais de cem mil pessoas organizaram uma passeata contra a ditadura. O regime só acabou dezesseis anos depois pelas mãos de quem nada tinha a ver com a mobilização de 1968.
No início dos anos 90, cidadãos com rostos pintados fizeram uma manifestação para reivindicar a saída do presidente Fernando Collor de Mello. Hoje, quase vinte anos depois, Collor é senador e anda de braços dados com as pessoas que, conclamaram a passeata contra ele.
Fazer manifestação para resolver problemas do país, ao meu ver, é como curar câncer com homeopatia, você acha que resolve, mas ele continua lá. Infelizmente, meus amigos... só existe um remédio ruim que dói, o voto.
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