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Virtude dos grandes

Postado por Gabriel Pereira em 14 de Março de 2011 às 17:14

Logo que eu entrei na faculdade, vi um curta metragem do Leon Hirszman, chamado ‘’Partido Alto’’, filmado parte em 1976, parte em 1982. Nele, o cineasta mostra os bastidores do verdadeiro samba carioca.
 

Assistindo a obra, fiquei espantado com a humildade de grandes músicos, como: Candeia, Manacéia, Cartola e Paulinho da Viola. Vejam vocês, os donos de iguarias da MPB comiam frango com quiabo enquanto compunham.
 

É notória a diferença do mundo de uma humildade extrema retratado no filme, em comparação com certas coisas, que eu, infelizmente, presencio dentro da profissão, que escolhi para seguir.
 

Gente que, como diz um conhecido meu: ‘’Tem nem o zói prá chorá e fica de gracinha''  Saiu da faculdade agora e quer ganhar o salário de um Boechat, de um Bonner. O mais engraçado de tudo, é que na maioria das vezes, nem tem capacidade para tal.
 

Para essas pessoas, cito o exemplo de Cartola,, para mim, é o maior nome da MPB, que só foi ter o primeiro disco gravado aos 65 anos. Enquanto isso, foi guardador de carros e pedreiro.
 

Humildade genial!
 

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Otimismo sincero

Postado por Gabriel Pereira em 07 de Março de 2011 às 22:15

A Constituição Brasileira deveria conter, apenas dois artigos: I) Todo brasileiro tem o dever de ser otimista ;

 II) Revoga-se toda e qualquer disposição em contrário ao artigo anterior.
 

Sério, odeio pessimismo. Depois de tudo que passei, se não acreditasse no poder de regeneração das pessoas e das instituições, não levantaria pela manhã, ficaria em casa, prostrado, vendo futebol na TV até altas horas.
 

Com o tempo, imagino que, pelo menos no Brasil, as coisas vão evoluir. Um dia, quando um deficiente for fazer fisioterapia em um hospital público, será tratado como uma pessoa, não como uma prova de faculdade.
 

Em dado momento da história do país, crianças criadas no subúbio   terão a chance de ser um gênio das artes plásticas, como: Paulo Barros, Bassano Vaccarini, Romero Brito e Cândido Portinari.
 

Quem sabe, ainda não vamos ter um novo Guga Kuerten nascido na favela de Heliópolis, um Rodrigo Pessoa vindo da Rocinha. È difícil, bem difícil, mas eu, mais do que ninguém, acredito no QUASE impossível.
 

Pode parecer louco, mas todas as críticas e azedumes, que eu tenho em relação a falta de bom senso do poder público municipal; a quantidade absurda de casos de dengue e a corrupção e os equívocos na organização da Copa de 14 e a Olimpíada de 16 são minha parte para melhorar a situação,pelo menos um pouco.

 

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O país X

Postado por Gabriel Pereira em 27 de Fevereiro de 2011 às 20:52

Quando o Brasil foi anunciado sede da Copa do Mundo de 2014, creio ter sido um dos únicos que, realmente acreditava no tal legado, que a competição traria ao país. Por isso, sempre fui a favor.
Porém, confesso, que mudei de opinião. E, não pensem que os motivos são, somente, as falcatruas, que já estão acontecendo, na construção dos estádios. Meu descrédito vai muito mais além das denúncias de superfaturamento nas obras.
Façam o seguinte exercício de reflexão: Imaginem que não existe o Brasil. Pensem em um país qualquer. Nele, um mosquitinho mata o mesmo tanto, ou mais, do que genocídios marcantes da história mundial.
Na mesma nação, chuvas causam transtornos inimagináveis e, pasmem, senhores, as mesmas ocasionam perdas humanas. Famílias inteiras acabam, pois não tem condições dignas de moradia.
Somem a isso tudo, um sistema de transporte obsoleto e ineficaz, segurança pública antiquada e corrupta. Isso sem falar em um Parlamento, que contém: um palhaço semianalfabeto e um ex- jogador de futebol, no mínimo, polêmico.
Digam-me, se vocês não morassem nesse país, o que achariam se a Copa do Mundo fosse realizada em um local com problemas dessa grandeza?
 

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Bom humor tem limite

Postado por Gabriel Pereira em 23 de Fevereiro de 2011 às 21:00

Por mais que eu exercite minha presença de espírito, tem coisas que, realmente, não tem a menor graça. Uma delas, é a história do nobre vereador Oliveira Júnior ( PSC), dar título de cidadão ribeirãopretano ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Terra Teixeira.
Ainda que se queira transformar Ribeirão Preto em uma sede de treinos da Copa do Mundo de 2014, dar uma honraria dessas a  uma pessoa, que nem conhece a cidade, é desafiar a inteligência de qualquer um.
Existem cidadãos oriundos e residentes na cidade, que são muito mais merecedoras do título do que o cartola carioca. Cito alguns: Ivan Vilela, professor da USP e um dos mais respeitados estudiosos, quando falamos de cultura regional ; Júlio Voltarelli, o pesquisador de células tronco mais reconhecido do país; José Batista Volpon, a maior sumidade em ortopedia da América Latina, que atende somente pacientes que vierem ao HC Ribeirão.
É ilusão pensar que esses notáveis terão algum tipo de homenagem pública. Reverenciá-los seria uma prova de utilização do bom senso, fato raro no nosso Legislativo ultimamente.
 

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Chega!!!

Postado por Gabriel Pereira em 14 de Fevereiro de 2011 às 18:09

Ouvi uma frase certa vez, que dizia assim: ‘’Difícil não é lutar pelo que se quer, e sim desistir daquilo que mais ama. Eu desisti! Não por desistir de lutar, mas, sim por não ter mais condições de sofrer’’.
Essa frase de Bob Marley exemplifica, em poucas linhas, tudo o que vier a se falar sobre a despedida de um dos maiores gênios do futebol moderno, o Fenômeno Ronaldo.
Mais do que o mmmmmmmmmuittttoooooo dinheiro conquistado com o esporte, esse cara deu inúmeras provas de ter amado a profissão, por isso, a decisão dele tornou-se mais difícil. Afinal, como e quando desistir de um grande amor?
Com muita experiência no assunto, digo, que é uma decisão repentina. Você se recusa a desistir, mas, as frequentes mágoas e decepções fazem você acordar um belo dia e dizer: Chega!!!
Você, Ronaldo, soube lidar com esse momento difícil de uma maneira simples e digna, sem, no entanto, perder a humildade e a simpatia, peculiares a sua personalidade.
Não sinta-se derrotado jamais, apenas o fato de saber detectar o seu momento ideal torna-o, ainda mais, digno de admiração e aplausos.
 

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