Ontem, li um post do blog de um grande amigo, o jornalista João Pitombeira, no qual ele repercute a agressão sofrida pela atendente de um posto de saúde por uma paciente, na última segunda-feira em Ribeirão Preto.
No texto, analisa-se o fato pela visão da agressora, que, aposto, deve ter agido daquela forma tomada de um desespero, devido ao péssimo atendimento oferecido pela saúde pública ribeirãopretana.
No meu comentário, citei uma ocasião, na qual fiquei oito horas em um corredor do Hospital das Clínicas, esperando meu retorno pós-operatório deitado em uma maca, engessado do quadril ao pé. Nessa situação, a gente se sente acuado, ofendido, humilhado e, capaz de agredir alguém, sim.
Dessa forma, como dito pelo grande Johnny, vejo o ato da agressora como uma atitude tomada em legítima defesa da dignidade, da honra e do direito de ter uma saúde pública de qualidade, pelo simples fato de pagar caro por isso.
Deixo claro, que não sou, como tenho certeza que o João também não é, a favor de qualquer tipo de violência. Só não somos hipócritas de recriminar a agressora de maneira simples, sem saber as verdadeiras razões.
Encerrando, dou a dica para todos acompanharem o blog do grande Johnny. Belos textos e um grande censo crítico. Vale a pena!
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Blogs \ Gabriel Pereira
RSSConcordo, Johnny!
Postado por Gabriel Pereira em 10 de Fevereiro de 2011 às 18:22
Tiririca jornalista
Postado por Gabriel Pereira em 06 de Fevereiro de 2011 às 16:04
Desde que entrei na faculdade de jornalismo, penso muito sobre a tal obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Algumas vezes, confabulei comigo: ‘’Será que a graduação é necessária''? Se analisarmos bem, grandes nomes da imprensa brasileira nunca foram á universidade.
Porém, a troca de farpas entre o atacante Ronaldo do Corinthians e o ex-jogador, atual ‘jornalista, Neto, me fizeram ser um defensor assíduo do curso superior para jornalista.
Primeiramente, vale dizer que, o que esses dois estão fazendo, se alfinetando de uma maneira infantil, pesada e despropositada, via twitter, é lamentável, Não que eu defenda a violência, longe de mim, entretanto, seria mais digno se ambos marcassem um lugar e resolvessem as diferenças face a face.
É inadmissível, um profissional da imprensa, formador de opinião, usar expressões preconceituosas, como ‘travecão’, ainda mais em um local público e acessível á todos, como o twitter.
Com toda a sinceridade, me espanta uma empresa séria, como a BAND, contar com uma pessoa sem preparo nenhum para ser jornalista.
Engraçado, os jornalistas, eu me incluo nisso, foram os primeiros a questionar como deixaram o Tiririca se eleger deputado. Temos um ‘Tiririca’ na nossa profissão e ninguém nem ameaça tirá-lo das funções que executa.
Tudo é passado!
Postado por Gabriel Pereira em 02 de Fevereiro de 2011 às 12:12
Ouvi uma fase, dita por um professor de física, há dez anos, que marcou bastante. ‘’Tudo é passado, senhores, por mais que neguem, essa é a verdade’’, dizia o mestre, cujo nome não lembro.
Depois de uma década, percebo o quanto a frase é aplicável á alguns grandes nomes da história esportiva mundial. É interessante ver, entretanto, como essas pessoas se negam a aceitar que o período de ouro das respectivas carreiras já passou há muito tempo.
Evander ‘’The Real Deal’’ Hollyfield, ex-campeão dos pesos-pesados do boxe, insiste em continuar lutando, mesmo sendo perceptível a olhos nus, que o mito dos ringues não tem mais condições de desempenhar a atividade.
Michael Schumacher, melhor piloto da história da Fórmula I, continua competindo, ainda que o desempenho na última temporada tenha beirado o vexatório. Corridas medíocres, sempre brigando por posições intermediárias, além de atitudes antidesportivas passaram a fazer parte do cotidiano de Schumi.
Recentemente, o nadador australiano, multi-campeão olímpico, Ian Thorpe, anunciou o retorno ás piscina depois de quatro anos de inatividade, sabendo que os resultados dificilmente serão os mesmos.
No futebol nacional, Rogério Ceni e Ronaldo se recusam a aceitar o final das suas trajetórias esportivas, embora o rendimento de ambos comece a ficar deteriorado.
Fica latente ai, a falta de preparo dessas pessoas ao planejarem o que farão depois que a idade chegar e forem forçados a parar. Nos casos citados acima, onde dinheiro não deve ser o problema, ficar longe dos holofotes e da high society se torna o maior problema na hora de se aposentar.
Minha Copa do Mundo
Postado por Gabriel Pereira em 21 de Janeiro de 2011 às 01:46
Faz um pouco mais de um ano que escrevo neste espaço. Durante esse tempo, cada post que escrevi foi uma experiência única, inigualável, sinto-me um pouco parecido com os profissionais que idealizava, quando sonhava em ser jornalista.
Por esse motivo, depois de passada toda a emoção do momento, vou compartilhar com vocês o momento, sem dúvida, mais feliz da minha vida, a hora que peguei meu diploma de jornalista.
Pelas razões que todos conhecem, creio nunca ter a chance de marcar um gol na final da Copa do Mundo, ou fazer um gol no Morumbi, pelo meu time na final da Libertadores.
Porém, ao chamarem meu nome e eu ver o teatro inteiro me aplaudindo de pé, senti um estado de êxtase comparável aos momentos esportivos citados anteriormente.
Enquanto conferiam-me o grau, passou um filme da minha vida. Todos os pós-operatórios excessivamente doloridos e complexos. Os banhos de paninho, ficar um mês sem sair de casa,, só comendo sopa. Tudo isso valeu a pena!
Lembrei, principalmente do meu avô, grande amigo e companheiro que resolveu viajar para um lugar melhor, uma semana antes de isso tudo acontecer. Imaginei a expressão dele na hora da entrega do canudo.
Mas, como tudo acaba, continua a briga do dia-a-dia. Minha vida segue: os tratamentos, minhas dores, minhas buscas, a saudade do meu avô, nada para.
Enfim, sigamos em frente, afinal, os momentos felizes é que nos fazem tirar as pedras do caminho.
Além do futebol
Postado por Gabriel Pereira em 10 de Janeiro de 2011 às 17:39
Nem bem voltei de férias e já me deparo com um dos maiores disparates da história da política e do esporte regional, quem sabe até do país, nos últimos tempos. Essa conversa de realizar um come-fogo com dinheiro público.
Não vou ficar no censo comum e falar que esse dinheiro deveria ser investido em saúde, educação, etc, até porque a verba destinada ao amistoso faz parte de uma cota, dada pelo Comitê Olímpico Nacional e Governo Federal á cada município, para o desenvolvimento do esporte . No entanto, esse dinheiro estaria melhor empregado se fosse utilizado para transformar a Cava do Bosque em um Centro de Excelência Esportiva, formador de atletas de ponta em diferentes modalidades.
Não que eu seja contra esse ‘’resgate do Come-Fogo’’’, desde que isso seja feito dentro do limite do razoável. Por que não procurar uma empresa, que arque com os custos do jogo? Fazê-lo com ex- atletas , que viveram e conhecem a história dos clubes ,no aniversário da cidade,?
Surpreendo-me ao ver gente séria da imprensa, pessoas dignas de admiração, compactuando com essa atrocidade esportiva. Pessoal, por favor, parem e reflitam novamente
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