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Homenagem merecida

Postado por Gabriel Pereira em 31 de Dezembro de 2010 às 18:48

Já escrevi muitos textos neste espaço, abordando os mais variados assuntos, com diferentes opiniões. Porém, este foi o mais difícil de elaborar.
Enquanto tento achar as palavras certas para colocar aqui, meu avô já deve ter recebido a extrema unção, ritual católico de absolvição de pecados, momentos antes de morrer.
Sempre foi muito mais fácil para mim expressar as coisas escrevendo, talvez pela minha timidez, ou pela dificuldade de lidar com situações difíceis sem me emocionar.
Por causa disso, venho aqui agradecer ao senhor José Sanitá por tudo o que fez por mim. Ser meu maior exemplo, pelas conversas e conselhos, que nem em cem anos  vou esquecer.
Sem dúvida, tudo isso vai dar mais força para eu ser, pelo menos um pouco, parecido com o senhor, o que, diga-se de passagem, me deixará muito satisfeito e com o sentimento de missão cumprida. Certamente, como o senhor deve estar agora.
Desculpe o mau jeito ,Vô, só queria que você soubesse, que te amo e que  você  foi, é e será muito importante para mim, sempre. 

 

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Remédio mexicano

Postado por Gabriel Pereira em 29 de Dezembro de 2010 às 02:23

Reclamação nunca fez meu estilo, sempre achei o ato de lamentar-se, uma desculpa para quem não quer ir em busca dos objetivos, tem uma preguiça enorme de ser feliz.
Porém, nestes últimos dias, devido a problemas de toda ordem, fui tomado por um desanimo muito forte e me apanhei esbravejando contra a vida dezenas de vezes ao dia, tal qual um perdedor conformado com a derrota.
Mas, eis que zapeando a TV, encontro o remédio que precisava para combater a tristeza: um programa mexicano antigo, em que adultos vestem-se de crianças, que vivem em um cortiço pobre de dar dó. ‘’El Chavo del Ocho’’, ou simplesmente, ‘Chaves’.
O personagem criado e interpretado por Roberto Gomez Bolaños agüentava todo tipo de pancada, sede, frio, fome e estava sempre brincando, rindo, se divertindo. Foi isso o que sempre tentei fazer com a minha vida, porém, nos últimos tempos, não tem dado certo.
No entanto, depois de ter dado boas risadas com o seriado e me inspirado bastante, cheguei a uma conclusão: Podem falar que o jornalismo não é coisa para um deficiente, dar quantos ‘nãos’ quiserem, que estarei aqui, mais forte e mais alegre.

Bom ano novo á todos!
 

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Visão ranzinza

Postado por Gabriel Pereira em 02 de Dezembro de 2010 às 22:49

Em virtude das comemorações do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física, fui procurado por diversos órgãos de imprensa nos últimos dias. Queriam minha opinião sobre a situação dos portadores de alguma dificuldade motora, em Ribeirão Preto.
Deixo claro que, o fato de eu ser deficiente e um quase jornalista, não me torna ‘’porta-voz da categoria’’. Tem gente sem estudo, mas com uma vivência bem maior que a minha.
Porém, já que me pediram, vou mostrar minha visão ranzinza em relação à situação dos deficientes físicos.
Se pensarmos a acessibilidade como uma coisa ampla, veremos que, a questão não se resolve com a construção de rampas e guias rebaixadas.
Façam uma pesquisa nacional e procurem saber quantos deficientes cursam o Ensino Superior. Uma quantidade irrisória, aposto.
Também aposto que, passada a tal data especial, talvez os mesmos jornalistas que me procuraram, no passeio de domingo no shopping, estacionem os carrinhos na vaga destinada para deficientes.
 

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Por favor, pensem!

Postado por Gabriel Pereira em 25 de Novembro de 2010 às 22:18

A minha idéia inicial quando decidi escrever este post, era contar um pouco da minha experiência e satisfação ao apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso e, enfim terminar a faculdade.
Mas, fui pego absorvido pelos fatos surreais ocorridos no Rio de Janeiro,de dois dias pra cá.
Tenho uma visão, diria, no mínimo radical em relação a todo esse ‘’game ‘’ de guerra, que está acontecendo Cidade Maravilhosa.
A ação da polícia foi, é e será necessária, principalmente por dois motivos. Primeiro, os engravatados cariocas precisam provar que podem sediar eventos do porte de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada. Para isso, faz-se necessário acabar ou, ao menos diminuir a violência no estado.
Segundo, desde que o Rio é o Rio, existe favela, pobreza e exclusão social. Nunca se pensou em dar para essa gente, que vive no morro, condições de ter acesso á saúde, educação, salário digno, etc.
Para conseguir ter dinheiro para comprar, de terceiros um dever do Estado, alguns roubam,matam, seqüestram.
Consequentemente, para evitar que a classe média viva reclusa, refém da violência, a polícia chega, como diz meu pai: ‘’com os dois pés no peito’’
Será que nunca pensaram nisso?
 

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Sangue na veia

Postado por Gabriel Pereira em 15 de Novembro de 2010 às 02:08

O jornalismo é, talvez a minha maior paixão, se não seguisse a carreira não sei o que seria na vida.
Mas, desde que entrei na faculdade, algumas coisas sempre me causaram certa confusão na cabeça.
Os professores sempre disseram, que o profissional de imprensa não deve mostrar muita emoção diante de um fato,por mais que ele seja delicado.
Na última sexta-feira,um acidente com um caminhão desgovernado e mais sete veículos matou um bebê de seis meses e feriu uma menina de quatro anos.
Impossível não lembrar, que aquele é o meu caminho para ir á fisioterapia todos os dias, com exceção, exatamente da sexta-feira; tenho um grande amigo, que faz o mesmo percurso para ir trabalhar; alguns dos meus primos possuem a mesma idade das crianças envolvidas no acidente.Me coloco no lugar dos parentes e amigos das vítimas.
Tudo bem, o jornalista deve buscar a imparcialidade sempre, mas ter sangue de barata é difícil

 

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