Postado por Gabriel Pereira em 02 de Novembro de 2010 às 17:23
Várias coisas acendem em mim a chama da indignação. Uma delas é o fato de eu ver e ouvir pessoas julgando-se superiores ás outras, simplesmente por terem tido mais acesso á informação e a cultura.
Recentemente, vi duas entrevistas de um maestro de orquestra sinfônica, que me deixaram estarrecido.
Os dois bate-papos todo foram recheados de opiniões elitistas e preconceituosas. Mas, uma das frases do regente me deixou, como diz o outro, de ‘’queixo caído’’.
Segundo ele, pessoas de classe mais baixa não deviam assistir a um concerto, já que não sabem como se comportar em um teatro. Com todo o respeito, caro maestro, é por causa de generalizações tolas como esta, que a sociedade anda tão irracional.
Mesmo sendo verdade, o senhor tem como obrigação ajudar a educar essa população. Colaborando para um país mais culto, consequentemente, menos propício para o surgimento político de figuras como, Tiririca, Gabriel Chalita e Romário.
As besteiras ditas por esse senhor não param por ai. Em uma outra aparição na TV, ele afirmou só reconhecer o talento artístico de quem freqüentou a Faculdade de Música.
Posso estar enganado, mas grandes gênios da música, como: Cartola, Bob Marley, Mano Brown, Tonico e Tinoco e Freddie Mercury nunca foram à faculdade. Mas, com certeza tem ou tiveram um conhecimento maior do que esse moço.
Humildade e talento não são aprendidos na escola.
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Postado por Gabriel Pereira em 27 de Outubro de 2010 às 22:55
Tenho demorado um pouco para dar as caras neste espaço,mas não é por falta de vontade..Eu diria que meu sumiço tem a ver, em parte com a falta de tempo, a correria devido ao meu trabalho de conclusão de curso, etc. A outra parcela de culpa fica por conta do marasmo que o país se encontra.
Isso mesmo, o Brasil vive, na verdade uma monotonia disfarçada.
Nos tornamos um país de poucos assuntos e discussões. Na política, os debates e a campanha eleitoral dos candidatos á presidência da república são sempre monotemáticos. O que está atrás nas pesquisas só fala de aborto e mensalão. Já a candidata que lidera a disputa insiste em bater sempre na mesma tecla, privatizações. Eles esquecem de debater questões mais sérias que não dão voto: saúde, educação, taxa de juros, incentivo á ciência e cultura.
Enquanto isso, a grande paixão nacional, o futebol anda tão chato, que quando surge alguém com um pouco mais de talento a mídia joga tanto confete, que rapazes de 17, 18 anos se tornam verdadeiras malas.
Fracamente, esses assuntos valem, ''male ma''' um postzinho muito ralé, tamanha a falta de conteúdo de ambos.
Se for para falar sobre esses assuntos, dou um conselho á todos: vamos ler um livro, dar uma estudada, jogar truco e tomar jurupinga, é bem mais interessante.
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Postado por Gabriel Pereira em 19 de Outubro de 2010 às 18:07
Quando me sinto atingido ou lesado por uma situação, procuro quase sempre evitar qualquer tipo de escândalo ou exposição exacerbada. Tem horas, que a gente deve que manter o mínimo de civilidade, pois sair gritando, chamando todo mundo ‘’pro pau’’só provoca descrédito em relação a você mesmo.
Já passei por situações, em que agüentei calado todo tipo de enxovalhação e humilhação que um ser humano pode passar, até para não prejudicar pessoas alheias ao problema. Mas, hoje foi o fim da picada.
Há quatro anos, vou ao Serviço Social de Ribeirão Preto para tentar conseguir uma cadeira de rodas.
Depois de quase meia década de espera, informaram há seis meses, que a licitação para a compra da cadeira havia sido feita, era só faltava tirar as medidas e aguardar para retirar o aparelho. Um mês depois voltaram a me ligar, achei que finalmente tinha acabado a burocracia.
Chegando lá em junho, fui informado de que o aparelho que veio estava fora das especificações feitas pelo médico do Serviço Social.
Desde então, não houve um sinal de fumaça que desse conta do destino da cadeira de rodas, tanto que tinha até esquecido dela.
Hoje, fui ao retorno de seis meses que haviam marcado. De lá, veio a notícia: ninguém sabe cadê a @!#% do aparelho. Fica aquele ‘’jogo de empurra’’: o Serviço Social põe a culpa no HC que realizou o pregão que, por sua vez põe a culpa em não sei quem.
Só enquanto eu estava lá, soube de várias pessoas reclamaram do mesmo problema.
Afinal,cadê os aparelhos?
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Postado por Gabriel Pereira em 12 de Outubro de 2010 às 22:02
Nada como uns dias de folga para recarregar as energias, depois de um mês completamente stressante e atribulado.
Além da comemoração religiosa, o feriado prolongado desta semana celebra o Dia das Crianças, em homenagem as criaturinhas que nascem dotadas de uma capacidade de transformar a vida de qualquer pessoa.
O que pode ser mais comum para uma criança do que imaginar a profissão que vai seguir, quantos filhos vai ter, onde quer estar no futuro e por ai vai.
É engraçado perceber que, conforme você cresce, vai ficando sem a capacidade de sonhar, de se ver em um lugar legal, com pessoas especiais, em um mundo melhor. Se você não perde sem esse dom, mesmo quando fica adulto, a sociedade o taxa de louco e irresponsável.
Confesso, que perdi, depois de muitas pancadas da vida, o gosto pelo sonho, a vontade de transformar esse delírio em meta de vida. Me tornei, segundo alguns amigos, um burocrata funcional, que acorda, trabalha, vê TV e dorme, completamente sem objetivos concretos.
Mas, parece que hoje, justamente no Dia das Crianças, parece que retomei o desejo por imaginar um futuro melhor para a minha vida.
E tudo isso aconteceu durante um passeio no centro da cidade com meus pais, tomando garapa e churros.
Foi nessa tarde, que voltei a sonhar com meu futuro no jornalismo, que as turbulências familiares e sentimentais vão terminar sem maiores danos
Afinal de contas, como diz a música: ‘’Sonhar não custa nada’’.
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Postado por Gabriel Pereira em 05 de Outubro de 2010 às 22:31
Adoro o jornalismo desde sempre. Sendo assim, como todo apaixonado, detesto quando maltratam ou desprezam a profissão que escolhi para seguir.
Não sei se é o fato de eu ter ganhado uma experiência maior na área, mas, tenho percebido uma quantidade grande de erros de conduta e profissionais altamente desqualificados atuando como jornalistas.
Os erros mais graves, em termos de postura, vem dos assessores de imprensa. Tem gente que um baita profissional, mas dá umas bobeiras inadmissíveis.
Quando você representa uma instituição, tem que se portar como tal, não pode ficar fazendo campanha gratuita para candidato A B ou C, em Twitter, Orkut, Messenger, o que seja. Isso arranha a imagem da empresa representada e a do profissional.
Erro de postura é corrigível, o pior é a incompetência de outros.
Recentemente, liguei no celular da uma estagiária da assessora de um órgão público para pedir uma entrevista.
A moça, coberta de uma má vontade atroz, responde: ‘’Não sei, não garanto’’.
Fiquei com um raiva, não pela resposta e sim, pelo desinteresse.
Esses dias cai na besteira de ligar para ela, pedindo um informação, que dizia respeito ao departamento dela. A moça, com a mesma vontade, vira e fala: ‘’Ah,não sei’’
Francamente, isso é uma estagiária ou uma ameba?
Será que temos alternativa?
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