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Ribeirão Preto, 09 de Fevereiro de 2010

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Primavera

Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 25 de Setembro de 2009 às 14:53

Aproveito o fim do inverno para me despedir de seus rigores. Já podemos guardar os grossos cobertores e os casacos pesados para, enfim, apreciar o início do degelo que marca a lenta subida da temperatura para o lado positivo do termômetro. Isso, claro, se você estiver em algum lugar próximo à Patagônia, porque aqui em Ribeirão Preto o inverno costuma cair numa quinta-feira, no máximo um final de semana. O resto é este calor modorrento que enche o nosso saco e faz a alegria dos bares e choperias.

De forma geral, o que diferencia inverno de primavera e outono de verão é só o calendário. Não fossem as campanhas de shopping centers, as datas poderiam passar batidas aqui nesta sucursal do inferno. Queria saber quem foi que inventou de começar uma cidade bem aqui neste buraco - ouvi dizer que formado por uma grande cratera do período qualquercoisazoico - num tempo onde não existia ventilador, nem ar-condicionado. Aqui só ventava quando alguém fazia um pum! Que idéia de jerico. Poderiam ter fundado Ribeirão mais perto de Jundiai ou Curitiba. Ou até Paris: imagina que chique!


Debalde a questão da temperatura, o que rege nossas vidas são os costumes que, passados de geração a geração, perpetuam a ignorância, constrangendo nosso dia-a-dia com hábitos que ninguém sabe pra que servem, mas continuamos a repeti-los. Um dos mais nefastos é considerar a primavera a estação mais romântica do ano, seja lá que diabos isso queira dizer ao certo. Exceto as saias que encurtam, justificadas pelo calor, não vejo qualquer motivo climático para o assanhamento. Mas a cabritada acha a tradição procedente e já começa a ficar excitada para os rituais de acasalamento. Mas isso é assunto para discutir a dois, com um bom vinho...



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Bicho esquisito

Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 17 de Setembro de 2009 às 13:55

Foi achado no Panamá. Há indícios de que surgiu em Brasília.

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Muito gozado

Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 31 de Agosto de 2009 às 15:19

Clique no link, assista o vídeo e decida em qual sentido usar o título: sob o ponto de vista do bebê, do presidente ou do povo.

http://www.jornalacidade.com.br/img/editor/MelhoR_video_out.wmv

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Malvados

Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 31 de Agosto de 2009 às 15:06

Os melhores quadrinhos da atualidade. Obra do André Dahmer. Fiquei deprimido de tanto rir.

Clique no link www.malvados.com.br

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A praça é nossa

Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 12 de Agosto de 2009 às 17:49

        A mais absoluta falta de compreensão toda esta crítica aos preços da reforma da praça das Bandeiras. Imagine que chegaram ao absurdo de sugerir que teria havido superfaturamento da obra. É pura ignorância da mídia. Ou então algum movimento revanchista. Ninguém entendeu que a praça custa caro porque o que é caro é que é bom. Basta uma análise mais cuidadosa e o esperto leitor me dará razão.

         Comecemos pelo que é visto primeiro. Um bom tapume serve para quê? Os comuns, estes ordinários espalhados por uma obrazinha qualquer, servem somente para tapar o canteiro de obra da vista do passante. Assim evita o desconforto visual dele enxergar o projeto enquanto ainda não está pronto. Em outras palavras, serve para não estragar a surpresa.
         Já o nosso tapume da praça, estimo, deve ser feito de um material revolucionário, fruto de tecnologia de ponta, que confere atributos especiais, como por exemplo, embutir negociações vantajosas. Isso é que é uma compra inteligente.
         O paisagismo também não é destes pobrezinhos que ornam um jardim qualquer. As folhas são verdes. Ah, desculpe! Revelei o que não devia. Pois é: mas agora já disse e é a mais pura verdade. As plantas da nova praça das Bandeiras serão verdes. Verdes inéditos de todos os tons. Do verde dólar ao verde-azulado da nota de cem, formando uma profusão de matizes capazes de corar o contribuinte. Ou de sorrir amarelo!
         Sugiro que o mobiliário acompanhe a tendência. Ao invés dos espartanos bancos de cimento, porque não instalar confortáveis e sofisticados Chesterfields pretos de couro de porco? Seria a glória dessa terra de riquezas. Espere só até eles encomendarem os pombos importados.

raça

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