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A praça é nossa

Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 12 de Agosto de 2009 às 17:49

        A mais absoluta falta de compreensão toda esta crítica aos preços da reforma da praça das Bandeiras. Imagine que chegaram ao absurdo de sugerir que teria havido superfaturamento da obra. É pura ignorância da mídia. Ou então algum movimento revanchista. Ninguém entendeu que a praça custa caro porque o que é caro é que é bom. Basta uma análise mais cuidadosa e o esperto leitor me dará razão.

         Comecemos pelo que é visto primeiro. Um bom tapume serve para quê? Os comuns, estes ordinários espalhados por uma obrazinha qualquer, servem somente para tapar o canteiro de obra da vista do passante. Assim evita o desconforto visual dele enxergar o projeto enquanto ainda não está pronto. Em outras palavras, serve para não estragar a surpresa.
         Já o nosso tapume da praça, estimo, deve ser feito de um material revolucionário, fruto de tecnologia de ponta, que confere atributos especiais, como por exemplo, embutir negociações vantajosas. Isso é que é uma compra inteligente.
         O paisagismo também não é destes pobrezinhos que ornam um jardim qualquer. As folhas são verdes. Ah, desculpe! Revelei o que não devia. Pois é: mas agora já disse e é a mais pura verdade. As plantas da nova praça das Bandeiras serão verdes. Verdes inéditos de todos os tons. Do verde dólar ao verde-azulado da nota de cem, formando uma profusão de matizes capazes de corar o contribuinte. Ou de sorrir amarelo!
         Sugiro que o mobiliário acompanhe a tendência. Ao invés dos espartanos bancos de cimento, porque não instalar confortáveis e sofisticados Chesterfields pretos de couro de porco? Seria a glória dessa terra de riquezas. Espere só até eles encomendarem os pombos importados.

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  • Comentários
  • por ana torres, em 14 de Agosto de 2009 às 12:17 ora, hamilton, tudo esclarecido pelo diretor administrativo da ambiental, sr. oswaldo pinto de carvalho na edição de hoje do jornal a cidade, o problema segundo ele é que só se contabilizou o preço da madeira do tapume, certamente madeira de lei, e não incluiram os ¨sarrafos e os pregos¨, eta sarrafos e pregos danados estes, deste jeito vou ter que deixar de usar sarrafos nas surras que dou no meu marido em casa, e não terei pregos para mante-lo aqui dentro, ahahahahahahahah.
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