Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 30 de Maio de 2011 às 12:07
São duas coisas diferentes. E incompatíveis. Ou você faz uma ou faz outra. Não dá para dizer "fulano vingou a morte do amigo, fazendo justiça a um crime bárbaro". Vingar significa que você retribuiu na mesma moeda. E isso não tem nada a ver com justiça.
Quando você faz justiça (ou quando ela é feita, com sujeito oculto ou indefinido), acredito que não haja a repetição de um crime. Se o sujeito for preso por ter praticado alguma violência, a justiça não exige que haja violência contra ele. Haverá pena, a exemplo do constrangimento de sua liberdade, com o objetivo principal de que ele não continue repetindo o crime. Também, numa sociedade mais avançada, para que ele tenha a oportunidade da reabilitação e aprenda a viver em sociedade.
No caso de um Bin Laden, ele seria preso, julgado e, se condenado, pagaria sua pena. Traduzindo o grego para o judaico cristão-ocidental, ganharia reclusão vitalícia ou morte. Mas mesmo esta última opção, uma contradição cristã, não seria aplicada antes de um julgamento, para o qual se espera o pleno direito de defesa.
Acontece que a ética (ou será a moral?) está mudando tão rápido quanto um modelo de telefone celular. Ela está ficando mais pragmática, que é a forma bonitinha com que dizemos que ela não está mais nem aí. Vai direto nos finalmentes. Bin Laden matou? Que matem Bin Laden. Custe o que custar.
Assim, escolhemos a vingança. E com isso, o terrorista conseguiu muito mais do que matar três mil pessoas e aterrorizar o mundo. Conseguiu transformar-nos em tudo aquilo que mais odiamos nele. Viramos assassinos também.
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Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 30 de Março de 2011 às 20:23
Adora cada um de meus leitores! Todos são importantes. Os que concordam e os que descordam.
Mas quando um Sr. Moliére testemunha que é meu leitor, a pena treme! Muita responsa!
Pra acalmar, abro uma Veuve Clicquot!
Um brinde ao Bivar!

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Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 18 de Março de 2011 às 18:15
No outono as folhas caem. Na verdade, caem apenas no hemisfério norte, onde as estações do ano têm características bem definidas e as árvores, adaptadas ao clima, possuem folhas com pecíolos sésseis. Desculpe se estou acabando com a magia da vida de alguém, mas estou cansado de ver campanhas de marcas de roupas usarem as folhas de plátano em ambiente brasileiro. E outra coisa: que porcaria de frio é esse que eles insistem em mostrar? Só se for no ar-condicionado do shopping center. Dá calafrio! Muito mais pela aversão.
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Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 31 de Janeiro de 2011 às 17:01
Pois é! Tem gente que acha que só porque escrevo em jornal deveria dar o exemplo.
Na verdade, quem tem que dar exemplo é todo cidadão.
Resolvi comentar porque fui ao aeroporto de Ribeirão buscar queridos voltando de viagem.
Como não há onde estacionar, salvo o estacionamento pago absurdamente caro, dei uma de brasileiro: parei ao lado das placas de proibido parar e estacionar.
Eu e mais uns cem carros. Na volta, havia uma repórter de algum canal de televisão flagrando os motoristas. E me pegou no pulo.
Sim. Estou errado. Sim, sei que posso ser multado. Então porque parou em local proibido? A resposta plausível que deveria ter dado (mas não pude pensar nisso naquela hora) foi que a única forma justa de buscar passageiros no Leite Lopes é indo de taxi.
Fiquei bravo comigo por ter sido pego. E mais ainda pela falta de infraestrutura do aeroporto.
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Postado por Hamilton de Andrade Lemos em 20 de Dezembro de 2010 às 17:45
A época é propícia para comentar o assunto. Porque é quase Natal, tempo de milagres e pelas notícias de tragédias, inundações e flagelados. Por algum motivo que só Deus sabe juntei as duas coisas. Talvez tenham paralelo. Talvez seja só maluquice minha, como de costume.
Uma vez ouvi uma interpretação interessante sobre um dos milagres de Jesus, mais especificamente o da multiplicação dos pães e peixes. Segundo este relato, muito lúcido, toda aquela população que seguia o Mestre, às margens do Tiberíades (?), levava consigo comida suficiente para alimentar a própria família. Então, cada pequeno grupo, preocupado com o sustento dos seus, mantinha seus alimentos escondidos, sob pena de ter que reparti-los com todos, o que acabaria com as reservas para a viagem.
Conhecedor da alma humana, Jesus percebeu o impasse e promoveu, com seu talento, a reunião de todo este alimento, para que fosse então distribuído. O resultado você sabe: deu para todos e ainda sobrou.
Perceba que não foi preciso nenhum poder divino para operar o tal milagre. A solução estava, o tempo todo, nos próprios famintos. Bastou a desapego, a generosidade e a coragem para modificar a situação.
A coisa não mudou nos dias de hoje. Basta solidariedade e ação. Desenvolvendo esta habilidade, em pouco tempo não precisaremos mais de líderes messiânicos. Faremos o melhor por nós mesmos.
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