O cotidiano comercialino anda cada vez mais quente. Pela manhã um novo incêndio criminoso atingiu um setor do estádio, queimando agora a butique anexa.
Quem teria tanta raiva do Comercial ao ponto de atingr o clube desta forma? Apostaria que não é coisa de botafoguense. O cheiro de queimado parece ser de algum comercialino furioso ou de um credor inconformado. Enfim, é de gente que deveria estar presa. O momento do Leão é tão delicado que até mesmo os rivais preferem ver de longe.
O rescaldo do incêndio veio à tarde com a informação de que o Ministério Público resolveu se mobilizar e ajuizou ação contra a venda do patrimônio do clube. Com a desistência da empresa de comprar e a ação que poderá dar validade às cláusulas de impenhorabilidade e inalienabilidade, resta apenas ao juiz de direito deferir tal pedido e o leilão não ser realizado. O fato é que, mesmo se ocorrer o leilão não haverá lance diante do imbróglio.
Sem leilão
Não havendo o leilão de amanhã, ou não havendo lance, o clube deixaria a sua dívida na 5ª Vara trabalhista do mesmo jeito que está?, ou começaria a dar um fim neste problema que se arrasta há mais de uma década?
Briga
Promotoria pública e o juíz do trabalho, Marcos Pôrto vão entrar em pé de guerra. As decisões da 5ª Vara também incomodaram recentemente o Conpacc, que rechaçou a decisão do juiz através de um ofício.
Solução
A solução para o Comercial iniciar uma vida nova é a venda de seu patrimônio. Ou de parte dele. O poliesportivo e toda aquela área ociosa onde ele foi construído, nunca foi vista pelo clube como fonte de receita. Exceto agora, quando surgiu como salvação dos problemas. Vender o poli permitiria ao Comercial quitar quase todas suas dívidas e começar do zero. Mas o problema do Comercial não está apenas nas dívidas, mas sim na vaidade e na desunião de sua gente.


