Mano Menezes foi enfático. O time não vai brigar pelo título brasileiro. Nesta declaração duas coisas chamam a atenção. A primeira é a franqueza, afinal a cada dez corintianos, onze sabem disto pois a equipe caiu drasticamente de produção e não teve a reposição esperada. Mas chama a atenção também o responsável pela equipe lavar as mãos, tendo ainda um turno pela frente. Mesmo sabendo das dificuldades da sua equipe, Mano não poderia projetar um futuro tão precocemente. Em um misto de sinceridade com pessimismo, Mano de certo modo isenta-se de responsabilidade e lava as mãos. Se quatro peças destruíram seu time, porque então ele não brigou para defender a permanência dos jogadores negociados? Afinal, no primeiro semestre ele não conhecia o banco de reservas que possuía? Fica claro que o Corinthians então era um time e não um elenco. Tanto que ao ser requisitado, este banco se mostra ineficaz. Mano terá muito trabalho pela frente e a torcida não se contentará com uma campanha que caminha mais para a zona de risco do que para o G4. Depois de um primeiro semestre impecável, é muito pouco para a Fiel ver seu time abaixo dos dez melhores


