O Senado recusa-se a entregar à Polícia Federal documentos sobre as transações de empréstimos consignados, realizados secretamente, usando uma "laranja" e com propinas recebidas por um ex-diretor de Recursos Humanos.
O Congresso prepara-se para aprovar a Lei da Mordaça, que pune os promotores públicos que, na visão dos congressistas, produzam "investigações políticas".
Tradução: a politicanalha quer "legalizar" a impunidade. Senadores e deputados, salvo raríssimas exceções, engordam com o dinheiro público. Cuidam de manter o cocho. É um processo: possivelmente também conseguirão aumentar o número de vereadores, como já aumentam o de municípios. Quanto mais vereadores e prefeitos, mais aliados para perpetuarem as mutretas e garantirem os currais eleitorais.
Qual a novidade? Nenhuma. E aí está o pior: a maioria do eleitorado (é difícil negar, basta analisar o resultado das eleições) apoia com votos a corrupção ativa e passiva que grassa firme na política brasileira.
Explica-se a cumplicidade popular por vários fatores, geralmente com uma visão paternalista, isentando de culpa os eleitores. Os políticos exploram de vários modos essa cumplicidade culposa, fruto da ignorância e alienação das massas.
Essa é a democracia brasileira, que tem muita "kratía" da elite política e pouco "dêmos". Democracia, como os dicionários ensinam, vem do grego, "demokratía" (demos, povo; kratía, força). No Brasil a força do povo é enfraquecida pela miséria social e econômica e substituída pela astúcia das raposas que nos assaltam com a "legalidade" que lhes garante a impunidade e eterno poder. São raposas, cevadas como porcos no cocho da corrupção.



O piór político é o "religioso". "Até ontem eram fabricas de arrecadar moedas, agora pedem votos em troca de orações".
Veja só, em Ribeirão Preto usam a maquina pública (TV câmara, Portal da Câmara) como marketing de projetos sociaís ligados as suas denominações religiosas e de quebra, intermediam verbas para as mesmas .
"deu$ é uma nota de 100"