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Hasta cierto punto

Postado por Júlio Chiavenato em 12 de Julho de 2009 às 10:34

 

Hasta cierto punto
 
            Os últimos acontecimentos no Senado revelaram tanta maracutaia que os mais distraídos podem pensar que o roubo é legal no Brasil. Legal não é, mas é livre, "hasta cierto punto". Porém existem táticas, estratégias, leis e reis.
            Deveríamos aprender com os argentinos, que são radicais "hasta cierto punto": socialistas, desde que não percam seus privilégios; solidários com os pobres, desde que não lhes peçam esmolas; nem um pouco racistas, desde que nenhum negro, índio ou judeu entre no salão. Precisamos aprender com eles, hasta cierto punto.
            Voltemos à roubalheira, pois é o que mais temos no Brasil. Se pensarem bem, o político ladrão é um revolucionário com tintas evangélicas. Não sei se foi o doutor Marx quem disse: "De quem tem, de acordo com suas possibilidades; aos que não têm, de acordo com a sua necessidade".
Os senadores, com o doutor imortal Sarney à frente, seguem o lema comunista: quem tem (Sarney) supre de acordo com sua possibilidade as necessidades de quem precisa (filhos, netos, sobrinhos, irmãos et caterva). E aí, como a caterva quer sempre mais embora tenha muito mais que a plebe, cumpre-se então o preceito evangélico: "Pois àquele que tem, lhe será dado e lhe será dado em abundância, mas ao que não tem, mesmo o que tem lhe será tirado" (Mateus 13,12).

            Resumindo: os senadores são comunistas, por dividirem a grana; e cristãos, por tirarem de quem não tem para dar a quem tem. Tudo feito dentro da lei, cumprindo as regras estratégicas e táticas do Rei. Assim caminha a humanidade. Sem motivo para chiadeira. Acontece que pobre é besta, pensa que só se pode roubar jabuticaba e melancia. Mesmo assim, hasta cierto punto.

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  • Comentários
  • por RPnato, em 15 de Julho de 2009 às 10:03 Hasta cierto punto concordamos com o Sr., pois, o texto da bíblia supra citado, não tinah essa conatação da qual foi dada.
    Por outro lado, Hasta cierto punto, temos que concordar que a elite cristã aplica de maneira errada, há no mínimo centenas de anos, a teologia da prosperidade, "da igreja e não do amor de Cristo"
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