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Nunca esquecerei ribeirão

Postado por Minha história com Ribeirão Preto em 30 de Junho de 2011 às 13:00

Nunca esquecerei Ribeirão Preto, cidade onde fiz Mestrado e Doutorado em Ginecologia e Obstetrícia e onde tenho grandes amigos, como os médicos e professores José Alberto Mello de Oliveira e Odilon Iannetta, dois grandes profissionais; o José Alberto, Patologista e Histoquímico e o Odilon, um dos maiores pesquisadores da área da osteoporose e do climatério.

Parabéns, Ribeirão Preto. Pretendo visitá-la no segundo semestre, para rever os meus grandes amigos e andar a pé pelo bosque e rever o lago do Campus de Monte Alegre.

Luciano Silveira Pinheiro

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Muita história para contar...

Postado por Minha história com Ribeirão Preto em 29 de Junho de 2011 às 21:37

Vivi em Ribeirão Preto com minha família (esposa e dois filhos menores, um com 2 e o outro com 4 anos), de 1976 a 1979, quando cursava o Mestrado na Faculdade de Medicina da USP, orientado pelo Professor Baruffi e pelo professor José Alberto Melo de Oliveira.

Os meus dois filhos estudaram no Colégio Marista e na Escola de Natação de dois professores belgas. Frequentei o Clube do Professorado Paulista, que era muito bem organizado. Quando cheguei a Ribeirão, fui morar por 2 meses na República do Jurandir e do Joaquim, próximo ao Hospital das Clínicas e próximo ao Hospital S. Francisco. A porta da casa não tinha chave. Sempre permanecia encostada e nunca foi assaltada. Todos que lá adentravam deixavam uma mensagem numa lousa verde, quando a casa estava vazia. Não se levava de lá um livro sequer.

Andava-se pela cidade a pé altas horas da noite, sem o menor problema de assalato. Ia a um cinema no centro, onde passava fabulosos bang-bangs italianos e depois passava na Ùnica para tomar um puro cafezinho. Retornei no período de 1983 a 1985, época que concluí o Doutorado, sob a orientação dos professores Italo Baruffi e Marcos Felipe Silva Sá, atual diretor do HC, se não me engano. Considero Ribeirão Preto a cidade que mais amo depois de Fortaleza.

Nunca esqueço como era bem atendido e tratado pelo Toni Myasaca, dono do melhor laboratório de fotografia da região. O meu filho mais velho residiu por 5 anos em Ribeirão Preto, onde concluiu o Mestrado e o Doutorado em GO (ultra-sonografia), Hoje é um dos melhores nessa área em Fortaleza (CE). O meu filho mais novo residiu por 3 anos nessa linda cidade, época em que fez Residência Médica em ORL no HC da Faculdade de Medicina e o 4o. ano em Detroit. Nessa cidade americana os médicos elogiavam os conhecimentos do meu filho Daniel e perguntavam como era Ribeirão Preto. O ensino médico em Ribeirão Preto sempre foi do mais alto nível. E os professores da área de Otorrino têm enorme conceito no Brasil. A minha esposa fez Especialização em Bioquímica no HC, com o Dr. Botura e o Dr. Veríssimo e as suas técnicas de laboratório.

Além da minha família ser uspiana, todos nunca esquecem da linda e acolhedora cidade que é Ribeirão Preto. Em 1978 votei no Fernando Henrique Cardoso para Senador e no João Cunha (?) para Deputado Federal, em virtude de ter transferido o meu título de eleitor para Ribeirão Preto. Nunca deixei de acompanhar o que se passa em Ribeirão Preto, lendo o jornal A Cidade, diariamente pela Internet. Guardo exemplares desse jornal que publicaram os editais do meu Mestrado e do Doutorado. Infelizmente não comprei o exemplar de 2005 que publicou o Edital do Doutorado do Luciano S. Pinheiro Filho, o meu primogênito. Parabéns, Ribeirão Preto. Até breve, depois do inverno.

Luaciano Silveira Pinheiro

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Uma história que escandalizou a cidade

Postado por Minha história com Ribeirão Preto em 27 de Junho de 2011 às 15:22

Olá.

Envio a história de minha bisavó que escandalizou a cidade no começo do século.

O texto foi escrito por minha mãe ALICE.

Lucia Helena B Gavaldao

 

AQUELA SENHORA...

Só tinha que causar espantos e discórdias entre irmãos e filhos com suas atitudes! Numa época de tantos pudores...
.-Mas o que fez de tanto absurdo e imoral para não ter perdão?
Os irmãos se afastaram e os filhos ficaram envergonhados e magoados. Netos nem pensar! Não podiam chegar perto porque os pais não consentiam! Eles eram afastados! Até parecia ter doença contagiosa!
Aquela senhora portuguesa, veio para o Brasil com a ilusão que o primeiro marido lhe passou: aqui seria o lugar certo para fazer fortuna e dar um futuro bem melhor para seus quatro filhos.
Não teve sorte seu querido, faleceu aqui nesta terra de labutas e competições.
Ela, não pensou em mais nada, saudosa de sua "santa terrinha" ou talvez do antigo namorado,... irmão do seu querido marido, que havia retornado da guerra.
E... lá se foi para talvez amenizar a sua viuvez tão triste! Deixou aqui as filhas mais velhas. E o que fez? Casou-se lá mesmo com o irmão do falecido !...
Voltou para o Brasil, com este pobre, que já estava com problemas de saúde, mas, ficou tão pouco tempo casada, e que não faleceu sem lhe fazer mais um filho, e lhe deixar uns bons trocados.
Diga-se bem, a senhora era mesmo muito batalhadora, a outra viuvez não se deixou abater, dinâmica , enérgica, comandava um Bar Restaurante que ficou famoso pelos peixes fritos, bolinhos de bacalhau, croquetes e aqueles vinhos especiais, engarrafados em grandes tonéis na adega nos fundos do casarão que abrigava tudo, os negócios e a família.
Muito autoritária, fazia de seus filhos mais velhos quase escravos a suas ordens.
O tempo corria, a cidade crescia com o cultivo do café, era um vai e vem de pessoas que traziam dinheiro aos cassinos nas redondezas de seu restaurante. Como era movimentado! Vários empregados: cozinheiros, gerente, contador, garçons e a senhora cuidava de tudo muito bem, e a familia prosperava junto.
Sábiamente, trabalhava muito, mas sabia descansar também. Já estava rica e podia viajar para conhecer as cidades termais que tanto se falavam, as cidades de belas praias desse país que lhe encantava.
Seus filhos já estavam casados, o casarão era cheio de vida com a familia que se multiplicava e se ocupava de suas crias, e assim lá estava ela, livre!
A filha mais velha se casara com um rapaz muito charmoso, tão comunicativo, e ao contrario do que sempre acontece, combinava bem com a sogra, e lhes deram uma netinha linda, o xodó da vovó.
A esta altura a senhora inquieta, mesmo já madura, , sempre sensual cativou muito um caixeiro viajante frequentador do restaurante. A paixão foi avassaladora. Casaram-se depressinha. Para a senhora, era o terceiro casamento e em seguida, mais outro filho.
A época era de doenças contagiosas e elas, a causa de muitas mortes neste nosso Brasil.
Assim, aconteceu uma tragédia: sua querida e primogênita filha faleceu!
Tuberculose foi a causa. Mas que tristeza...
O terceiro marido também se foi. Faleceu com a febre amarela...
E a netinha linda? Ficou sem a mamãe - quem olharia por ela?
A menina se apegou muito à vovó; e era uma bajulação só, que os outros netos e filhos invejavam e se ressentiam. . Comprou piano , pagou aulas de balé, música, viagens e passeios até pelo além-mar e a santa terrinha novamente. Para os outros netos nada! Só lembrancinhas!
A senhora solitária precisava mostrar ao viúvo que ela era a pessoa certa para ficar com a menina...e com o viúvo - esse, já estava na maior boêmia. E a senhora? Estava em ponto de bala!
Inventou um passeio com a família, isto é, com o viúvo, a neta e os filhos adolescentes. Onde seria o passeio?
-Fonte dos Amores, bem sugestivo para um programa familiar.
O que aconteceu lá foi um desastre para a familia:
-Voltou casada com seu genro tão jovenzinho e charmoso!
Até hoje, ninguém sabe se o genro ficou iludido pelo dinheiro ou pelos seus belos olhos... ela estava beirando os 60 anos!
Os filhos acharam que sua querida mãe já não estava com o juízo perfeito por esta atitude desavergonhada.
Ela porem estava vibrante, e cega para o mundo, virou as costas a todos os comentários maldosos, porque afinal, eles dois eram viúvos e se davam tão bem... E a netinha, pobrezinha, nada melhor que uma mamãe avó.
Os filhos, bem, esses chegaram até ir ao médico buscar uma explicação para justificar tamanho embaraço. Talvez interná-la num hospital para loucos.
Do médico escutaram, que nada tinham que lamentar, pois aquela senhora tinha muita energia e "era melhor ela ter agido assim, pois de qualquer outra maneira, seria pior para a família."
...Isso se passou há quase 100 anos atrás!
Até hoje, um espanto, aquela senhora, minha avó...

ALICE BAROZA BROCHETTO

 

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Lembranças da infância

Postado por Minha história com Ribeirão Preto em 27 de Junho de 2011 às 15:19

Olá pessoal

Nasci e cresci aqui e Ribeirão Preto.

Passei minha infância nos Campos Eliseos correndo nos corredores do Bosque, brincando de escalada no "Morro do Cipó", indo às matinês dos Cines Campos Elíseos e Cine Santana para ver o novo filme dos Beatles, "Submarino Amarelo", com os bolsos cheios de bala Chita.

A avenida Meira Junior era de uma pista só, que duplicava só após o rio. Tínhamos o Mercado Campos Eliseos, do tipo do Mercado Central.

Andávamos de bicicleta pelas ruas de paralelepípedos e andávamos a pé pelo bairro após a escola que atendia todas as crianças do bairro, de classe media, porque abrigava grandes estabelecimentos como o Industrial, Col. Madre Mazzarello, Vita et Pax...

Amo a simplicidade e a pujança da nossa cidade. Tenho orgulho de saber que é um centro cultural, um lugar onde novas pesquisas conquistam espaço.

Um abraço a nosso povo que sofre com a poeira das queimadas!!

Lucia Helena B Gavaldao

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Avanços do público homossexual em Ribeirão

Postado por Minha história com Ribeirão Preto em 27 de Junho de 2011 às 15:00

Alex e Pedro, durante casamento em 2009 - foto de Joyce Cury / A Cidade

 

Ribeirão Preto vem crescendo muito, já passamos e superamos muitos obstáculos. Sou homossexual e estou feliz com os avanços ao nosso público aqui na cidade.

Eu e meu companheiro Pedro Cardoso escolhemos a cidade de Ribeirão Preto para sediar nosso casamento (no religioso, em 2009), nos tornando o primeiro casal homossexual a se casar em Ribeirão.

No próximo dia 09, vamos oficializar nossa união no cartório seguindo a nova lei.

Alex Correia

 

 

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