Quando comentam sobre transito em Ribeirão eu sempre acho graça e penso: Eles nem imaginam o que seja realmente transito. O que existe são problemas técnicos . O primeiro deles diz respeito a educação do motorista ,a forma como ele dirige. Tudo bem que brasileiro não sabe fazer fila nem em Banco. Aquelas sinalizações no chão em frente aos caixas que serviriam para organizar a fila e fazer com que ela ande mais rápido e mais organizada nunca é respeitada. Não sei se não enxergam ou se é indisciplina mesmo. Falta de educação. Na rua acontece a mesma coisa. O motorista que está a direita corta a rua para entrar a esquerda. O farol está vermelho, mas ele atravessa. Tudo bem também que a cada dia as industrias colocam mais veículos nas lojas e as lojas mais carros e motos nas ruas. Mesmo assim, o transito em Ribeirão ainda é tranquilo perto do que será no futuro próximo.
A região do Irajá com suas ruas estreitas que serviam ao um bairro simples de casinhas quase que germinadas, hoje abrigam dezenas de edifícios e lojas comerciais que não param de crescer. Na região do Golf , torres e torres de prédios se aglomeram em torno de uma avenida e de ruas que é certo não darão conta do fluxo de veículos que por ali vão circular. E não tem como escapar, não tem como mudar. O caos virá e a saída serão viadutos, verdadeiros "minhocões". Enquanto interesses econômicos e políticos estiverem a frente do bem estar da população, o caos virá. Para conviver com a baderna vai ter rodízio nos prédios: dia impar saem às ruas os veículos do bloco 3 apartamento 32, dia par, podem circular os veículos do bloco 4 apartamento 42 e assim por diante. Mas hoje realmente o transito parou na Presidente Vargas. Pensei: ih, a coisa ta mesmo feia. Acho que agora posso concordar quando se critica o transito na cidade. Demorei quase meia hora para andar alguns metros. Quando cheguei no balão da Fiúza entendi o que estava acontecendo: um bando de universitários e digo que por volta de uns cem, se aglomeravam nos dois lados da avenida naquela farra medieval, o trote. Saquei a minha câmera e passei a entrevistar os moleques. A pergunta era simples: qual o significado deste ato? As repostas mostraram a mentalidade dos jovens: é costume, é legal, é a tradição" . Continuei sem entender a razão do movimento . Acho que nem eles entendem .É quase como tentar entender o que levou os universitários a quase lincharem a menina do vestidinho curto vermelho.


