
Vejo o ator Reynaldo Gianecchini como um dos protagonistas da novela de maior audiência da TV brasileira e não consigo acreditar no seu desempenho como ator.
Ano passado produzi e dirigi um vídeo para o Hospital do Câncer de Ribeirão tendo o modelo como ator. Gianecchini estava em Ribeirão para encenar uma peça no Pedro II e, através de parentes que tem por aqui, aceitou participar do comercial pedindo doações para o Hospital.
Chamei meu amigo e parceiro Renato Moraes, da KM Vídeo , que logo topou fazer a gravação de forma voluntária.
Tínhamos pouco tempo para gravar e a locação seria no próprio Theatro Pedro II.
Chegamos ao teatro, montamos o equipamento, escolhemos o enquadramento e aguardamos o ator.
O vídeo com 15 segundos de duração, tinha um pequeno texto, de três frases. que ele não conseguia decorar. Pediu um telepromter, equipamento que usamos no telejornalismo para ler os textos diante da câmera. Eu disse que não tínhamos pois o texto era curto e simples e não seria necessário. Era só ele se concentrar e decorar. Gianecchini foi para um canto do palco, fez cara de dificuldade, olhou torto para a equipe e depois de um tempo voltou com o texto, quase que na ponta da língua.
Alem das várias tentativas em falar o texto sem errar, a voz dele era muito baixa, falava pra dentro, quase que sussurrando. Perguntei se ele estava com problemas de voz ou se estava se poupando para a peça que iria apresentar. Mais uma vez, olhou feio pra mim, disse que era assim que ele estava acostumado a gravar. Desisti de dirigir a fala e no final tivemos que subir o áudio do microfone e ainda dar um "ganho" na edição.
Ufa, que dificuldade. E ainda dizem que é ator. Agora, quando vejo o mocinho representando um vilão na novela Passione me pergunto, qual a mágica que os diretores fazem para transformar tantos modelos atores em personagens atores. È a mágica da televisão. È tudo mesmo uma grande farsa.
Sempre soube que o "Bom Dia " da coluna Giro tinha uma legião de fãs. Não raramente leitores me abordavam comentando as frases e pensamentos que eram estampados no alto da página. Muitos deles recortavam e guardavam as frases. Outros me enviavam frases de sua própria autoria.
Com a nova diagramação e lay out do jornal que , aliás, ficou muito bom, o " Bom Dia" saiu do ar. Não seria compatível com a nova diagramação, penso eu.
Mas não imaginei que receberia tantos pedidos de " volta com o Bom Dia, Cadê o Bom Dia? " Então, nesta tarde de domingo , num "dolce far niente " pensei: vou selecionar algumas frases e editar um livro, ou melhor ainda, penso em uma caixinha cheia de "bons dias" .
Bom dia .

Depois da liberação do humor na política Ribeiro Preto amanheceu com várias pichações nas fotos dos políticos. A maioria delas com um nariz de palhaço na cara dos candidatos. Só que no caso, o palhaço somos nós. Eles são , ou serão, os donos do Circo.