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Poluindo

Postado por Piti Meinberg em 07 de Julho de 2010 às 18:23

               

          O show do Roberto Carlos foi dia 19 de junho. Semanas antes uma faixa anunciava a atração no meio do canteiro central da Presidente Vargas. Uma não, duas faixas, uma em cada sentido da avenida.
 
           Amarrada entre coqueiros ela reinou sozinha por quase um mês poluindo  aquele canto da cidade.
 
        O show era pelo aniversário da cidade e a faixa, da Prefeitura.
 
       Todo o dia eu passava por ela, estava no meu caminho . Ela me incomodava. Todos os dias, me incomodava. Hoje, dia 7 de julho, quase trinta dias depois, pensei que iria comemorar. Finalmente a faixa foi retirada.
 
     No caminho de ida para o jornal cheguei até a sorrir para os coqueiros no canteiro. Mas na volta, outra surpresa. Outra faixa já estava pendurada  no local. Agora anunciando uma campanha .
 
     Dois homens abraçados, acho que um deles é até um vereador, não deu pra ver direito, posam ao lado de uma frase contra a pedofilia. O espaço da propaganda continua aberto e está  legitimado. Temos que engolir. A causa é nobre mas o lugar da faixa é absurdamente errado.
 
 
 
 
 
 
 

 

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Operação Remenda Asfalto

Postado por Piti Meinberg em 04 de Julho de 2010 às 17:55

                                                 

 
                        Eles estão trabalhando sim. Chegam com o caminhão, olham os buracos, esparramam as pedras, jogam um grude que dizem que se chama asfalto e seguem em frente. Outra rua, outro buraco. Param o caminhão, olham o buraco, esparramam as pedras, jogam aquele grude que chamam de asfalto e seguem em frente. Eu vi.
 
                     A "Operação Tapa Buraco"  existe sim . Está nas ruas. Veio até a frente de minha casa. Era uma buraqueira só. Pedaços de asfalto desfacelando , pedriscos por todo o lado. E eles vieram. Pararam o caminhão, olharam os buracos e terminaram com aquele grude que chamam de asfalto.
 
                  Achei estranho procedimento e perguntei ao funcionário se aquela era a forma correta de consertar o asfalto. E ele me respondeu com toda a santa ingenuidade " O certo não é assim, o certo é fazer um corte no asfalto , limpar  e recapear nivelando a rua, mas a ordem é essa." Como assim?" perguntei. "É pra ficar mais rápido.  . É a operação Tapa Buraco".
 
                  Nem dois meses se passaram e as pedras começaram a se soltar, os buracos voltaram a aparecer nos mesmos lugares e a rua está cheia de calombos , pedras soltas e ainda com buracos.
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Acabou a pátria

Postado por Piti Meinberg em 02 de Julho de 2010 às 14:17

O Brasil volta para casa depois do jogo contra Holanda. As bandeiras armadas nas janelas dos carros vão para o lixo, ou melhor, para os bueiros. O verde e amarelo sai das ruas. O Brasil fica menos brasileiro e o brasileiro, sem a sua pátria. Acabou. Está enterrado o patriotismo. Até a capa do jornal A Cidade levava no alto da página duas tirinhas verde e amarelo. Pensei que fosse semana da pátria mas não, era o sinal do patriotismo a brasileira. Aquele da bola, a que rola no gramado não aquela estampada no centro da bandeira. E agora Brasil? Cadê os brasileiros da pátria amada? Cadê os gritos de “sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”? Só daqui a quatro anos. Nem na semana da pátria .
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É ou não é uma vergonha ?

Postado por Piti Meinberg em 08 de Junho de 2010 às 19:39

È uma vergonha Desculpe o bordão do Boris Casoy , mas o aeroporto Leite Lopes é uma vergonha. Não sei há quanto tempo as obras da reforma e ampliação do aeroporto começaram. Nem quero saber para não ficar ainda mais revoltada. Sei que , como usuária, pra mim, faz muito tempo. Anos e anos. Toda vez que embarco ou desembarco comprovo: é uma tristeza, uma decepção. A “nova” ala de embarque é ridícula. Um galpão , meio que pré moldado, sem nenhuma acústica já fez muitos passageiros perderam o vôo por não ouvirem com clareza a chamada do vôo. No saguão de espera, as mesmas velhas , podres e poucas cadeiras que não proporcionam nenhum conforto ao passageiro que espera pelo embarque ainda estão lá. E o preço das passagens? O monopólio ali impera. Não há opções . Enquanto uma passagem de São Paulo , Congonhas, para Belo Horizonte pode custar R$ 68 de Ribeirão para BH ela pode chegar a R$ 450. E de RP para SP? Abuso total: pode chegar a mais de mil reais. Claro , não tem concorrência. E tem mais, muitas vezes você compra TAM e viaja no jatinho da Passaredo. Detalhe, na reforma do aeroporto esqueceram do estacionamento. Não tem lugar para estacionar. O que se vê quando chegam dois aviões é um caos . Imagine quando as “obras” ficarem prontas. Este domingo tentei chegar em Ribeirão para a Stock Car , mas não consegui. Não tinha taxi no aeroporto. Fiquei mais de quarenta minutos esperando e nada. Não tinha nem taxi nem ninguém para me orientar . È que somente 15 taxis são credenciados para atender o aeroporto. Outros sete são suplentes, ou seja, se não tiver ninguém , eles atendem. Isso acontece porque a maioria das “corridas” são de passageiros que vão para outras cidades da região. Os taxis demoram para voltar. Agora, uma cidade que quer ter eventos nacionais pode ter um aeroporto tão desprovido de infra estrutura como este ? Ah, esqueci de mencionar. No desembarque das malas cada um pega a mala que quiser, não tem fiscalização. È ou não é uma vergonha? Obs- fiz umas fotos para ilustrar a "situação" mas, não consegui postar. Fica pra próxima.
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Insustentável

Postado por Piti Meinberg em 05 de Março de 2010 às 16:03

 

      Para levantar a bandeira da sustentabilidade do planeta temos que mudar ,e muito,  nosso comportamento. Desde o simples ato de não jogar lixo nas ruas até o de trocar as fraldas descartáveis das crianças  pelas "antigas" fraldas de pano.  E são ações que , em sua maioria, contrariam  interesses econômicos e dão "mais trabalho" para o cidadão. .
 
       Mesmo a imprensa que procura alertar o consumidor para os malefícios que causamos ao planeta com matérias  muitas vezes apocalípticas não vai fundo no alerta sobre a forma como conduzimos nossa vida e alimentamos o futuro da humanidade.
 
   Na matéria " O teste das fraldas" a revista Veja "torce o nariz" para os dados divulgados pelos ambientalistas afirmando que " apesar de levarem 450 anos para se decompor na natureza as fraldas descartáveis são o que há de mais prático e confortável para os bebês" . Mais confortável e prático ainda para as mães que só tem que embrulhar o "pacote" e jogar no lixo mais próximo.
 
   Desde que uma fralda descartável é colocada num bebê, ela tem uma duração útil de poucas horas. E como não há nenhum modo de as reutilizar, só nos EUA, provoca , por ano , o desperdício de 100 mil toneladas de plástico e 800 mil de polpa de árvores.
 
    Mas, é mais prático.
   Vamos continuar queimando árvores , entupindo os aterros e rasgando dinheiro.
   É mais prático.
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