Postado por Rosana Zaidan em 10 de Janeiro de 2012 às 18:36
Direto da redação do jornal Tribuna Impressa, em Araraquara, acompanho os desdobramentos da chuva na região. Aqui, na terra de Ignácio de Loyola, choveu tão forte que parte do arquivo da Câmara Municipal ficou molhada. Em São Carlos, cidade entra em estado de atenção. Em Ribeirão Preto, leio pelo site do jornal A Cidade, alagamento na Amin Calil, em direção à Via Norte, causou pontos de lentidão. A chuva pode ser nossa aliada ou nossa inimiga de morte, como mostram as notícias de Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde mais de 100 cidades decretaram estado de emergência, com mortos e feridos. Entra ano, sai ano, é sempre a mesma coisa. Os janeiros são pontuados por tragédias naturais que poderiam ser evitadas. É questão de vontade política. Por que deixar acontecer, pra depois sair correndo? Vamos nos civilizar. Com vidas humanas não se brinca. O preço é sempre alto demais.
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Postado por Rosana Zaidan em 13 de Novembro de 2011 às 23:45
Há uns bons 45 anos (nossa!) conheço e cantarolo a música de Dorival Caymmi, "Saudades da Bahia". Mas só agora fui perceber o que é a Bahia de que ele sente saudades. Não é a Bahia território, não é a Bahia Estado. É saudade da infância, do útero da mãe, do colo do mundo, da origem de tudo. Aquela saudade existencial... aquela! Danado esse Caymmi. Cada vez mais triste, bonita e dolorida, essa é a minha música da hora. Divido com quem quiser, para que entenda como puder. Mas olha, tem que ser a gravação do disco "Caymmi visita Tom". O vídeo que eu estou pondo aqui é bem posterior, e mostra o pessoal reunido, leite de rosas à beira do piano do Tom, e Dorival, já bem mais velho, cantando. Bom início de semana.
http://www.youtube.com/watch?v=pB9cZNXcqcA
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Postado por Rosana Zaidan em 06 de Novembro de 2011 às 23:17
Não há nada mais patético do que a arrogância. Há gente que se arroga conhecimentos e sapiências que, absolutamente, não tem. Em cima desse pressuposto, essa gente pequena e ignorante come pão mas pensa digerir camarão, filé mignon. Caviar. E se põe a ditar regras como se fosse a dona do mundo. A descobridora da verdade. Tenho muita pena dos arrogantes, porque não é deles, decididamente, o reino dos Céus. Eles desconhecem o principal: só quem é simples é bom. Só quem percebe que nada sabe tem a chance de vir a conhecer alguma coisa. Aos arrogantes, só restará a arrogância. E ela os queimará em brasa viva. O tempo mostrará isso a eles, mas são tão néscios, que talvez não percebam. Arderão no fogo da própria vaidade. E se consumirão em si mesmos. Merecem apenas piedade. E lamentações bíblicas.
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Postado por Rosana Zaidan em 21 de Outubro de 2011 às 14:20
Não choro por Kadafi, não conseguiria. Foi um ditador abominável. Choro, porém, pela barbárie. Pela voracidade de abutres com que se lançaram sobre seu corpo, numa crueldade também assassina e sanguinária. Definitivamente, não somos deuses. E estamos longe da imagem e semelhança de Cristo - ele também abatido e crucificado. Choro por todos os homens.
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Postado por Rosana Zaidan em 10 de Outubro de 2011 às 10:36
Fui uma das felizardas a conhecer o professor Electro Bonini, na qualidade de estudante. Ele era um reitor acessível. Podia-se falar com ele na Unaerp. Era, além de boníssimo, um visionário, que sonhava com a Educação e viveu para ela. Lembro-me de um episódio pessoal, em que, achando que tivesse perdido todo o curso de jornalismo - depois de uma fase em que me afastei só para trabalhar- chorava, desolada e grávida de meu segundo filho, na Secretaria. Ele passou, me olhou e parou. Veio até mim e me consolou, com aquela ternura típica que os só os pais têm para com as filhas. Eu não só não havia "perdido" o curso, como poderia concluí-lo. Ele sequer me conhecia. Nunca mais me esqueci disso. Ser-lhe-eieternamente grata.
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