Foi em oito de dezembro 94. Morria em Nova York, na mesma data em que John Lennon fora assassinado, um dos maiores compositores populares de todos os tempos. Há 15 anos perdemos Tom Jobim, e, com ele, muito da beleza da música. Em 1991, meu amigo e até hoje meu diretor, João Garcia, ligou para Tom. Ele atendeu. João queria encomendar-lhe a trilha do especial "O Canto da Piracema", o primeiro gravado em tempo real para a EPTV. Tom deu-lhe muita atenção: disse que era "paulista de Leme", tinha ancestrais bandeirantes, falou com prazer dos peixes e dos rios, mas desconversou quanto ao pedido . Queria que o filho mais velho, Paulo, fizesse a trilha. Violonista, arranjador, compositor talentoso, Paulo Jobim acompanhava o pai nos shows ao redor do mundo. Falamos com ele. Paulinho topou e compôs uma das mais belas músicas já feitas especialmente para a televisão. Inaugurou-se, assim, uma inesperada ligação Ribeirão-Rio, com uma amizade que perdura até hoje. Salve, Tom. Salve , Paulinho. Saudades.
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Blogs \ Rosana Zaidan
RSS15 anos sem Tom
Postado por Rosana Zaidan em 01 de Dezembro de 2009 às 12:15
Espaço para quem precisa
Postado por Rosana Zaidan em 30 de Novembro de 2009 às 18:54
Foto de jornal inglês publicada no site da Uol- que reproduzo aqui- remete ao eterno problema da exclusão das minorias. No caso, os obesos mórbidos que não cabem nos assentos da classe econômica dos aviões e que não cabem também nos assentos dos ônibus. Têm que comprar dois lugares. Obviamente, obesidade é doença. Portanto, aviões e ônibus deveriam ter assentos especiais para obesos, porque eles são, sim, portadores de necessidades especiais. É o mínimo de humanidade para quem já carrega tanto peso extra.
Tesouros sem traças
Postado por Rosana Zaidan em 30 de Novembro de 2009 às 13:26
Passei o domingo na terra do livreiro e editor José Olympio, um dos homens mais fascinantes deste país. Batatais abriga, entre outras coisas, casarões históricos, o maior acervo sacro de Candido Portinari, na Igreja Matriz, e agora, a simpaticíssima e calorosa família materna de meu segundo neto, Antônio, que, assim, está muito bem acompanhado. Pois tive a felicidade de conhecer ali a família de Roberto Tofetti, um ex-professor de Matemática que hoje se dedica a um magnífico antiquário, que guarda preciosidades de velhos tempos. Na era dos descartáveis, foi maravilhoso ver o cuidado com que ele coleciona móveis, objetos de época, cristais, pratas de lei e santos de madeira. Tudo maciço, castiço, entalhado, trabalhado, feito para durar. Nada que se equipare aos compensados que a gente usa hoje e joga fora depois de dois anos. Coisas que o tempo e a traça não roem, como certos valores, numa casa perfeita para gravar filmes de época, com paredes restauradas, mobílias inacreditáveis e um café com biscoitos que não está no gibi. Se puderem, conheçam. Vale a pena.
Experiência banal
Postado por Rosana Zaidan em 26 de Novembro de 2009 às 10:59
É prosaico, mas relato. Não tem nada pior que cano estourado. Nada escapa da sanha aquática do jorro súbito e incontrolável que ninguém sabe onde começa e onde acaba. Pior ainda, se aparecer, inesperadamente, no piso, no meio de uma troca de tacos mofados. Foi o que me aconteceu: chamado o homem para trocar os tais tacos, o impossível se apresenta : um deles está sobre um desses velhos canos, em lugar completamente despropositado. Quem colocou, na obra original da casa, deve ter imaginado: "jamais descobrirão!" Pois descobrimos. 33 anos depois, senhor engenheiro, descobrimos a duras penas a sua arte - ou a total falta dela. Muito bem, no meio do caos, feito o estrago, pega-se a lista de profissionais encanadores. Um saiu, outro não mora mais ali. O outro atende pelo pomposo nome de "Emergências 24 horas". Ligo, ele atende. Fica de ir. Não foi até hoje, não irá nunca. Por sorte, um pedreiro, desses faz-tudo, acode e dá um jeito no desastre. Agora é esperar pela conta do Daerp. E concluir que tem coisa pior que o cano quando estoura: é encontrar profissional bom, responsável e disponível para prestar socorro.
Pontuando
Postado por Rosana Zaidan em 25 de Novembro de 2009 às 12:34
A edição impressa de A Cidade de hoje traz com ênfase o problema da promiscuidade que se cria a partir do uso de carros oficiais para fins aparentemente particulares. Isso não é bom para ninguém. Nem para Ribeirão Preto, nem para a Câmara, nem para a comunidade. Parabéns ao jornal por acompanhar de perto esses problemas pontuais. É a imprensa cumprindo seu papel. Como já disse alguém, talvez o jornalista Alberto Dines [citações e memória não são o meu forte], a imprensa é uma espécie de "pulmão do mundo". E outro jornalista da antiga, importante pilar da resistência no período da exceção, Audálio Dantas, definiu bem: "Repórter, meu senhor, é uma pessoa que pergunta". Bem, se o Audálio não disse isso, deveria ter dito...É a cara dele. O fato é que com repórteres que perguntam e linha editorial isenta se avança a História. Não há outro jeito de fazer jornalismo. Boa quarta a todos.
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