Postado por Rosana Zaidan em 21 de Dezembro de 2010 às 19:45
Leiam "Tempo de Colher", de Ely Vieitez Lisboa. Ela escreve com a ousadia dos verdadeiros artistas e se exorciza a cada parágrafo, ao mesmo tempo em que reinventa autores, ditados, motes, gênios e citações. Ely é capaz de se expor e não tem falsa modéstia. Não esconde o que sabe. É generosa quando reparteo que percebe com olhos originais e argutos, quando faz múltiplas leiituras do que aprendeu ao longo de uma vida tecida pela sensibilidade e pela dor. Ela não contemporiza. Também se permite ser alegre, embora seja tão profunda e filosoficamente triste, mas de uma tristeza que não beira o desespero, só permeia os abismos. Não é religiosa no sentido convencional, mas é mística, sim, porque como todo poeta tem antenas poderosas. É uma encantadora de leitores. O livro que acaba de lançar reúne crônicas publicadas no jornal A Cidade. Se isoladas são fortes, juntas, agrupadas, formam uma obra densa e importante. Ótima leitura para se reciclar e começar 2011. Recomendo.
"TEMPO DE COLH
ER"
ELY VIEITEZ LISBOA
FUNPEC EDITORA
319 PÁGINAS
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Postado por Rosana Zaidan em 11 de Dezembro de 2010 às 13:36
Eis que entro numa farmácia e peço um prosaico antiácido. O vendedor escancara um sorriso de piano, dá uma avaliada nada discreta na minha figura e dispara:
- Olha, acabamos de receber aquele remédio Xyz que é tiro e queda para emagrecer! Quer levar?
- Não, só quero mesmo o antiácido, por favor.
- Ah, mas a Ivete Sangalo tomou e emagreceu muitooooo!
- Obrigada, estou com muita pressa...
- Então leva uma vitamina ótima para essa correria do trabalho...
- Dá pra sair meu antiácido? É só isso!
- Hum, não quer vitamina? Não está precisando então de remédio pra dor de cabeça?
É inacreditável, mas aconteceu mesmo, por essa luz que me alumia. Fazia muito tempo que eu não sofria o assédio descarado da "empurroterapia".
Hay que tener paciência, hermanos!
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Postado por Rosana Zaidan em 06 de Dezembro de 2010 às 19:46
Não conheci PC Falseti, o fotógrafo morto em acidente na estrada Bonfim-Ribeirão. Mas conheço alguns de seus discípulos. Lidia Muradás é uma delas. O José Francisco Pimenta, aqui do jornal A Cidade, é outro. Helba Diniz, produtora da EPTV, era fã de carteirinha. Através deles, pude perceber as qualidades de PC e enorme influência que exerceu entre os profissionais de Ribeirão Preto. Mortes são sempre traumáticas, principalmente quando acontecem com gente jovem e talentosa. A todos os que estão se sentindo órfãos pela partida de Paulo César Falseti, minha solidariedade irrestrita.
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Postado por Rosana Zaidan em 30 de Novembro de 2010 às 19:47

Andar a pé ou de carro em Ribeirão Preto em dias úteis tem se tornado uma aventura. Até as ruas do Boulevard estão cheirando a fumaça de óleo diesel. Hoje no período da manhã um ônibus de empresa privada, em lugar errado, fazia manobras tortas em horário inadequado. E muitas ruas estavam congestionadas. O trânsito é um de nossos principais problemas e devemos resolvê - lo antes que ele nos imobilize de vez. É engraçado: carros foram feitos para andar rápido e nós, com nossa incúria, temos conseguido pará-los de maneira irremediável. Detalhe: não acho que devemos correr, muito pelo contrário. É que viver engarrafado ou sujeito à boa vontade dos outros motoristas é muito chato. É por isso que os domingos são cada vez melhores em Ribeirão.
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Postado por Rosana Zaidan em 22 de Novembro de 2010 às 20:11
Gabriel, querido, não deu pra ir hoje na sua banca de conclusão de curso. Essa vida da gente é coisa de louco. Embarca-se numa matéria, em outra - e, quando se vê, já foi! O tempo voou. Era às 18, já são mais de oito da noite. Ir como? Você vai ver sentir tudo isso quando se deixar abraçar pela profissão. Jornalista, você já é. Nasceu. Agora, terminando o curso, tire seu MTB - o tal registro profissional- e mergulhe nas opções que lhe aparecerem. O caminho se faz por si. Ninguém será melhor que você mesmo nesse percurso. A gente vai vivendo, as coisas vão acontecendo. Bom, é isso. Tenho certeza de que você se saiu melhor que a encomenda. E se sairá sempre, porque é valente na briga. No bom sentido.
Um abraço apertado da amiga distante, mas antenada
Rosana
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