Antônio Vicente Golfeto*
Através da ação de executivo e do legislativo, Ribeirão Preto vai passar por momentos decisivos de sua vida administrativa porque estará adaptando a legislação referente ao plano diretor da cidade. Conjunto de leis compostos de sete peças básicas, o plano diretor pode permitir - como é de sua sina - que surjam, hoje, problemas que serão de difícil e até de impossível solução amanhã. São estas as sete peças: a lei de uso do solo, o código de edificação, as três leis de zoneamento - residencial, industrial e comercial - o plano viário e as posturas referentes ao mobiliário urbano.
A rigor, o município já dispõe de leis que, em conjunto, formam o que denominamos de planejamento urbano. Mas estas leis precisam se adaptar constantemente porque a velocidade com que as coisas acontecem, com que a realidade muda é a marca das primeiras décadas do presente século XXI. A do uso e ocupação do solo - que fixa diretrizes para o crescimento da cidade, na abcissa, caso venhamos colocar o planejamento urbano em coordenadas cartesianas - é de importância singular porque, sobre o espaço físico cuja ocupação esta lei disciplina, se constrói a cidade.
Considerando-se os quatro pontos cardeais - norte, sul, leste e oeste - temos que considerar dois aspectos. São eles a porta de entrada de cada uma das áreas acima relacionadas e as vias de acesso. É, na prática, a articulação do uso do solo com o planejamento das ruas. Ou, como se denomina, de plano viário.
São as seguintes as portas de entrada de cada uma das zonas acima relacionadas e as respectivas vias de acesso. Os Campos Elísios são a porta de entrada da zona norte. As vias de acesso mais importantes são três avenidas: Brasil, Costa e Silva e Via Norte. Santa Cruz do Jacques e Vila Seixas são as portas de entrada da zona sul. As vias de acesso são três avenidas: Antônio Diederichsen, presidente Vargas e Independência. Vila Virgínia é a porta de entrada da zona oeste e, a avenida Bandeirantes, sua via de acesso. Já o Jardim Paulista é a porta de entrada da zona leste, com a avenida Treze de Maio sendo sua via de acesso mais importante.
*Antônio Vicente Golfeto é diretor técnico do Instituto de Economia da Associação Comercial e
Industrial de Ribeirão Preto


