Postado por William Douglas em 13 de Julho de 2011 às 11:48
Ainda abalada pelo rebaixamento do time à segunda divisão do Campeonato Argentino, a torcida do River Plate teve uma ideia genial.
A "hincha" sugere que o time não use o seu uniforme tradicional na Segundona. A tradicional faixa vermelha seria substituída pelo preto, de luto. A intenção, com isto, é "apagar" as imagens de um dos clubes mais vitoriosos de todos os tempos na divisão de acesso.
Como diz o vídeo abaixo, o objetivo é que os torcedores no futuro, nossos filhos e netos, não tenham imagens da camisa vitoriosa em um momento tão vexatório.
Não há como negar que a ideia foi espetacular. Assista ao vídeo abaixo:
Postado por William Douglas em 12 de Julho de 2011 às 12:14
Ao mesmo tempo em que inicia as obras do estádio do Itaquerão, o Corinthians investe pesado na contratação de medalhões.
Depois de Adriano, Alex parecia ser a cereja do bolo, mas o possível retorno de Tevez cai como uma bomba no futebol brasileiro. Com o argentino, o Timão torna-se favorito absoluto ao título do Brasileirão (mesmo sem ele a equipe já é candidatíssima ao título).
O curioso é como o Corinthians consegue investir tão alto no time e no estádio ao mesmo tempo. Na década de 60, quando o Morumbi foi erguido, o Tricolor viveu vacas magras - contratar era raridade.
O Palmeiras também justifica o elenco atual, de poucas estrelas, pela reforma do Palestra Itália.
No Parque São Jorge, porém, o plano de Andrés é audacioso. Levantar o estádio e manter o time em alta ao mesmo tempo. É claro que os subsídios públicos ajudam no quesito casa-nova, mas o investimento corintiano na contratação de medalhões é impressionante. Vide a presença de jogadores como Emerson Sheik, um reserva de luxo...
Postado por William Douglas em 03 de Julho de 2011 às 21:42
Quando Mano Menezes assumiu o comando do Brasil, a esperança de todos era ver o fim do futebol "truncado" e uma geração de garotos despontando como titulares.
A safra realmente é boa, o Brasil ganhou em qualidade individual com os novos convocados, mas os resultados não vem.
A seleção de Dunga podia até não jogar bonito, mas vencia (Copa América, das Confederações...).
Já passou da hora do Brasil de Mano começar a jogar. A paciência da torcida brasileira tem limite.
Postado por William Douglas em 27 de Junho de 2011 às 15:32
O Corinthians aplicou uma verdadeira lição sobre o São Paulo, no domingo. Nem mesmo o mais pessimista são-paulino, ou o mais otimista corintiano, imaginaria um placar tão elástico.
A (justa) expulsão de Carlinhos Paraíba pesou, mas o que mais complicou o São Paulo foi a dificuldade de jogar sem lateral-esquerdo (Juan estava suspenso e Henrique Miranda, o reserva imediato, machucado).
O bom zagueiro Luis Eduardo foi deslocado para a esquerda, mas o esquema com três zagueiros se mostrou frágil. O time não soube reagir após o início arrasador do Corinthians no segundo tempo.
Mesmo com a derrota humilhante, o São Paulo não pode dar todo o início de campeonato como perdido e desprezar os garotos, que começaram bem o campeoanato. Altos e baixos são normais - o que não é normal é um time se entregar perdendo do rival e tomando "show".
Por falar em show, esta é a melhor palavra para definir a contratação de Liedson - o grande nome entre os repatriados do futebol brasileiro. Após dois jogos sem marcar, ele tirou o atraso no clássico.
É preciso ainda destacar a atuação de Danilo, que justamente diante do Tricolor, onde fez história, voltou a ser "Zidanilo"...
Postado por William Douglas em 23 de Junho de 2011 às 12:02
Agora quem dá a bola é o Santos. Desculpem o clichê, mas a introdução do hino alvinegro é a melhor forma de falar do time que conquistou o Brasil em 2010 e agora já ganhou a América.
Um título que tem vários "vencedores" e, que apesar de ter uma grande estrela, é a prova de um trabalho em conjunto. Alguns dos responsáveis pela conquista:
Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro: o presidente mudou a forma de gerir o Santos e conseguiu manter as estrelas. Não se sabe até quando os astros ficam, mas já fizeram história pelo clube.
Robinho: a presença do ex-santista no time de 2010 deu experiência aos garotos e tranquilidade para Neymar crescer, sem o peso de ser o personagem principal desde o início. Quando o craque foi embora, o menino já sabia "andar sozinho".
Dorival Jr.: Apesar da polêmica demissão no ano passado, é o responsável por moldar a forma que o Santos joga até hoje. Conquistou a Copa do Brasil de 2010 e, tivesse ficado até o fim do Brasileirão, poderia ter ficado com a taça.
Marcelo Martelotte: Humildade, coragem e qualidade. Quem aceitaria ser interino por tanto tempo, ajudar o time nos momentos mais difíceis e depois voltar para a "sombra" e integrar a equipe, sem papel de destaque. É o grande trabalhador que passa desapercebido.
Muricy Ramalho: corrigiu a principal falha do time que do meio para frente era uma máquina. Afinal, com ele é muito trabalho, meu filho. Está, definitivamente, livre dos estigmas injustos de fracassar em torneios internacionais ou mata-matas.
Rafael: a grande surpresa do Peixe na Libertadores. Cresceu demais e merece brigar pela vaga de goleiro titular do Brasil na Olimpíada de Londres em 2012. Hoje, está à frente dos rivais, inclusive de Renan, recém-contratado pelo Corinthians.
Danilo: Jhonatan seria o lateral-direito titular, mas se machucou demais. Danilo atuou várias vezes como volante, mas na decisão foi lateral. Marcou os dois gols mais importantes do Peixe no torneio: na vitória contra o Cerro Porteño, no primeira fase, que manteve o time vivo no torneio, e na decisão. Outro que deve ir para Londres 2012.
Edu Dracena: contestado quando chegou ao Peixe e ficou muito tempo sem jogar, se tornou um monstro na zaga. Merecidamente é o capitão do time.
Durval: a raça às vezes supera a técnica. Eis o exemplo dentro de campo.
Léo: experiente, não tem mais a mesma vitalidade que em 2002, mas compensou na garra. Quando não pôde jogar, teve a "sorte" de ter um reserva à altura: Alex Sandro, que precisa melhorar a marcação para assumir a posição de titular e crescer.
Adriano: como Durval, é outro operário, como Felipe, é outra surpresa. Um cão de guarda que ganhou o prestígio da torcida.
Arouca: nem de longe lembra o jogador que passou pelo São Paulo. Foi o motor do meio campo.
Elano: seu os ombros para as críticas de que estava marcando menos gols e foi eficiente. Além do mais, deu a experiência que o time precisava no meio.
Ganso: jogou poucos jogos, mas sempre bem. Brilhou, mas as lesões não deixaram que fosse a estrela.
Neymar: escrever o quê? Genial.
Zé Eduardo e Pará: sim, junto no último comentário dois campeões da América "improváveis". Jogadores de técnica limitada, mas de vontade acima do normal. Zé Eduardo fez a Libertadores ser muito emocionante para os santistas: tivesse marcado os gols que perdeu, o time teria chegado mais fácil à final. Mas tem uma vontade e honrou a camisa como poucos (ah, se Keirrison, que estava na reserva se inspirasse 10% no limitado companheiro...). E Pará, que também não é nenhum poço de habilidade, mas sempre que precisou se superou.
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