classe a - 07/2008
"No momento em que os grandes jornais dedicam páginas ao meio ambiente, é sinal que alguma coisa mudou. Porque a grande força que a gente tem, basicamente, é a opinião pública"
Aos 86 anos, um dos maiores ambientalistas do mundo ainda vive no tempo da delicadeza. Ele caminha entre suas caixas de abelhas indígenas, sem ferrão, numa antiga fazenda de São Simão, a 40 km de Ribeirão Preto. Chapéu de cortiça na mão ou na cabeça, visita suas abelhas como um médico cuidadoso faria em um berçário humano. Examina a evolução das colméias e dos favos, e, na contramão do que se suporia, não faz isso para tirar o mel que, no Nordeste, no caso da Uruçu, custa R$ 120 o litro. Ao contrário. Ele não só não tira o mel para não enfraquecê-las, como ainda as alimenta com um generoso xarope de água e açúcar. Em troca, elas lhe dão respostas para as muitas perguntas e mistérios que ainda suscitam. E, nesse intercâmbio utilíssimo, da pesquisa científica e da vida que se reproduz, Paulo Nogueira-Neto, autor de muitos livros, pioneiro da política do meio ambiente no Brasil, professor e doutor em História Natural, primeiro secretário nacional do Meio Ambiente, consolida a trajetória de um trabalho tão incontestável quanto importante. Veja a matéria na íntegra
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