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Terça, 09 de Março de 2010 - 06h20
Oneida e sua vida ao lado do acordeon
O instrumento é seu amigo inseparável há mais de 50 anos
Foto: Letícia Rossi/ ME
Oneida já tocou com o grupo Falamansa e com Dominguinhos
Oneida Cruz Bin, 69 anos, tem mais de meio século de afinidade com o acordeon. Uma relação que começou ainda criança, na escola Fábio Barreto. "Foram tocar dois irmãos gêmeos", conta ela, que logo pediu ao pai um instrumento - que foi negado.
Mas como o pai era dono de bar, um certo dia alguém esqueceu o acordeon no local. "Durante a noite fui beber água no bar e peguei o acordeon. Consegui tocar apenas com a mão direita", lembra. Aos 21, Oneida virou professora.
Com o tempo, se aperfeiçou, deu aulas para Zezé di Camargo e tocou com o grupo de forró Falamansa. Um momento emocionante foi tocar ao lado de Dominguinhos, com o conjunto Beija-Flor, no asilo Padre Euclides. "O acordeon você pode levar a qualquer lugar, um sítio, uma fazenda, é um amigo inseparável."
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Eu me inscreveria para aprender a tocar esse instrumento!
Essa cidade precisa de um conservatório musical, onde os alunos pode estudar de graça ou pagando preços simbólicos, como muitos que existem em Minas Gerais.
Prédios abandonados para abrigar essa escola, é o que não falta.
Deixa muitos guitarristas na saudade!