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Quinta, 11 de Março de 2010 - 14h27
Substância que imita hormônio produzido pela tireóide reduz o colesterol
O estudo mostrou que o eprotirome reduziu em até 32% o colesterol maligno daqueles que já tinham sido tratados com estatinas
Uma molécula experimental chamada eprotirome, que imita um hormônio produzido pela glândula tireóide, reduz fortemente o nível de colesterol ruim, segundo um teste clínico cujos resultados foram divulgados no New England Journal of Medicine (NELM).
A eprotirome, desenvolvida pelo laboratório farmacêutico sueco Karo Bio, permite sobretudo reduzir o colesterol ruim, as lipoproteínas (LDL), entre as pessoas com as quais o tratamento com estatinas não foi suficiente. A eficiência das estatinas no combate ao colesterol foi provada desde a sua comercialização em 1987.
O estudo clínico liderado por pesquisadores suecos ligados a cientistas da Faculdade de Medicina Johns Hopkins (Baltimore, Maryland, leste dos Estados Unidos) com 168 pacientes na Suécia e na Noruega mostrou que o eprotirome reduziu em até 32% o colesterol maligno daqueles que já tinham sido tratados com estatinas.
O resultado corresponderia a uma duplicação da dose de estatinas, mas sem os efeitos colaterais nocivos, explicam os médicos.
Os cientistas insistem, principalmente, no fato de os resultados não significarem que o eprotirome pode substituir as estatinas para o tratamento do colesterol ruim.
No entanto, resultados muito animadores indicam que o eprotirome poderá ser um complemento promissor em uma terapia com estatinas ou um substituto para pessoas que não têm tolerância aos efeitos colaterais dos remédios contra o colesterol.
O eprotirome poderá também servir como novo tratamento contra a dislipidemia mista que se manifesta com níveis elevados de lípidios no sangue, como os triglicerídios e a lipoproteína A, que também apresenta riscos de gerar doenças cardiovasculares.
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