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Ribeirão Preto, 08 de Setembro de 2010
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Terça, 20 de Julho de 2010 - 05h25
Numeração antiga e difícil de ser encontrada na Conde D'Eu
A casa de Francisco tem um número ‘louco’, mas isso não atrapalhou sua vida no bairro
Foto: Letícia Rossi/ ME
Francisco Caba aponta o número curioso de sua residência
Francisco Caba mudou-se para a rua Conde D’Eu no início da década de 70. Morou alguns meses de aluguel no bairro e gostou da tranquilidade do lugar. Resolveu investir na compra de um terreno no local que se mostrava uma região próspera da cidade.
Depois de comprado o terreno e construída a casa, Caba assustou-se ao receber a numeração oficial. Em uma rua com apenas dois quarteirões, sua casa era a 652.
"A prefeitura queria que a Conde D’Eu fosse até o Jardim Antártica, ela teria mais uns seis quarteirões. Mas um fazendeiro influente não permitiu que desapropriassem parte da sua chácara para que a rua fosse ampliada", explica.
Hoje, nos poucos mais de 150 metros de rua, apenas a casa dele e a do vizinho receberam a numeração antiga. As demais têm marcação até o nº 200. "O carteiro já acostumou, o problema é quando alguém decide fazer uma visita aqui. As pessoas têm dificuldade em entender que a casa 650 fica logo depois da 150", brinca.
Brincadeiras à parte, o morador não reclama do bairro. Durante muito tempo foi vizinho das chácaras de famílias italianas do Corredor dos Calabreses (hoje rua Paranapanema) e usufruía da natureza local.
"Perto de casa havia uma propriedade cercada de bambuzais que à tarde espalhava a sombra até aqui. Era uma delícia." Hoje a sombra dos bambus deu lugar ao asfalto e novos prédios, mas o morador segue contente. "Nosso bairro é muito cômodo."
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