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Terça, 20 de Julho de 2010 - 05h50

Três entidades com o mesmo ideal

Gacc, Gatmo e Casa Caio apoiam crianças e adultos na busca pela saúde e qualidade de vida

Da reportagem

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Foto: Letícia Rossi/ MECrianças e adolescentes veem no local como casaCrianças e adolescentes veem no local como casa

Três casas-abrigo, com problemas diferentes e um objetivo em comum: o apoio a crianças e adultos na busca pela saúde e qualidade de vida. No GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer), mães de outras cidades e estados podem acompanhar seus filhos no tratamento e trocar experiências para amenizar a convivência com a doença.


Mesmo foco do Grupo de Apoio ao Transplantado de Medula Óssea, o GATMO, que acolhe pacientes durante o processo de transplante até sua recuperação. Ambos no Campus da USP, são mantidas com doações e o trabalho de voluntários.


Ainda no Monte Alegre a Casa Caio cumpre o papel de ‘lar’ na vida de crianças e adolescentes que foram retiradas do núcleo familiar. Eles são tratados como filhos pelos funcionários.

Casa Caio - Um verdadeiro lar

C.F.L. 13 anos, e sua irmã, J.F.L,14, 14 vivem na Casa Caio desde bebês. "Eles são como minha família", diz C. que sonha em fazer faculdade de biologia. Já J. quer ser jogadora de futebol. "Queremos continuar juntas, mas se for para seguir o destino...", falam. Assim como elas, mais 14 crianças e jovens são atendidas na entidade, que acolhe órfãos, portadores de HIV, filhos de pais que foram negligentes no tratamento ou que perderam a guarda. Todos encaminhados pelo Juizado da Infância e da Juventude. "Todos eles anseiam em ter uma família", comenta Marta Irides de Oliveira, 68, presidente do Corassol, mantenedora da Casa Caio. O trabalho desenvolvido desde 1994, no Monte Alegre, é mantido por promoções, campanhas, pelos cofrinhos distribuídos em comércios e um repasse mensal da prefeitura de R$ 350, por criança de Ribeirão. Na casa há 12 funcionários, como Antônia Aparecida Silva, 43, que há 16 anos ajuda a educar os jovens. "São como filhos, dou dura e carinho."

Gacc - Apoio e convivência

Sorridente, Guilherme, 3, circula pelo Gacc com liberdade de quem já conhece o espaço e as pessoas. Ele e a mãe, Raimunda, 26, vieram do Pará em novembro de 2009 para tratar a sua leucemia. "Se não fosse o Gacc, não teria como fazer o tratamento dele." A saudade do pai e dos irmãos é amenizada pelo convívio com outras crianças, como Thiago, 6, de Rondônia, que trata a má formação dos vasos linfáticos. "Não teria condições de pagar pousada e alimentação", comenta a mãe, Cristiane, 24. E foi para abrigar essas mães que chegam ao Hospital das Clínicas e não tinham onde se hospedar, que o Gacc surgiu, há 22 anos. Hoje, em um casa cedida pela USP, ele atende até 13 crianças e seus  acompanhantes. "Tentamos fazer do Gacc uma casa fora de casa", explica a presidente, Marina Fagionato, 51. Com custo mensal de R$ 20 mil, o local recebe doações de sócios-contribuintes e verba de promoções. "Quando uma criança se cura, fico realizada."

Gatmo - Uma nova vida

Daniel está feliz porque vai voltar para sua casa em Jaboticabal, depois de se recuperar do transplante de medula óssea feito há dois meses no Hospital das Clínicas.  Período em que o GATMO foi sua moradia.  "Tínhamos de ficar próximos ao hospital e não teria como custear uma hospedagem. Ficamos ao lado de pessoas que passaram pelo mesmo problema, é uma troca de experiências", declara a mãe, Rita de Cássia Louriel, 26.  E foi com esse objetivo que um grupo de voluntários criou a casa-abrigo, em 1991.  "Queríamos fazer um acolhimento, para minimizar as dificuldades, o custo e o desgaste pessoal durante o processo do transplante", explica a coordenadora, Clara Lúcia Bertagnolli, 58.  A entidade consegue atender até 13 pacientes com acompanhantes, que recebem hospedagem, medicação e alimentação por um período de 60 a 120 dias. Tudo mantido por uma equipe de 12 voluntários, uma funcionária e doações.

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