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Segunda, 30 de Agosto de 2010 - 06h33
Grupo teatral Zibaldoni faz trabalho em comunidades carentes
‘Desconcertando em todo lugar’ é o nome do projeto do grupo, que busca oferecer arte onde ela não chegou
Foto: Letícia Rossi/ ME
A sede do Zibaldoni fica no Jardim Paulistano, onde há várias atrações
Eles conquistaram espaço onde nem sempre a arte e a cultura chegam. Das intervenções em palcos e praças, ganharam as favelas. Os palhaços Bisgóia, Quirino e Napolino ‘roubam’ sorrisos a céu aberto, em ruas de terra batida ou quadras.
Embora nem todos sejam palhaços, a alegria é a força da linguagem do grupo Zibaldoni. Neto Donegá, 28, Cristiano Costa, 23, Léo Santarosa, 33, Lucas Santarosa, 24, e Anna Casanova, 23, se reuniram por afinidade artística e já estão há três anos juntos. "Tínhamos vontade de levar o trabalho à frente, mesmo sem incentivo. Queríamos sobreviver de arte", lembra Donegá.
Em julho, eles estrearam o projeto "Desconcertando em todo lugar" na favela do Brejo. E o trabalho, que começou independente e com colaborações de comerciantes, hoje é apoiado pela prefeitura. "É um trabalho de certa forma antropológico, em que estamos enxergando outra visão, abrindo espaço e quebrando barreiras", diz.
"A intenção é voltar a esses espaços com oficinas, para ensinar um pouco do que sabemos. Cremos que podemos mudar sim a realidade de algumas pessoas", dizem os integrantes, que sonham em transformar a favela em um lugar de ações artísticas, como o Calçadão.
Mantido com bilheteria, festivais, doações e projetos públicos, há dois anos o grupo montou o Espaço Cultural Zibaldoni, no Jardim Paulistano, onde acontecem apresentações do próprio e de grupos de fora, e o já famoso ‘Cabaré’, evento que reúne diversas expressões artísticas.
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