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Segunda, 08 de Fevereiro de 2010 - 19h49 ( Atualizado em 08/02/2010 - 08h02 )

Médico de Michael Jackson se entrega à polícia

Ele é acusado formalmente de "homicídio involuntário" (culposo) na morte do astro.

AFP

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Foto: DivulgaçãoO médico de Michael Jackson, Conrad MurrayO médico de Michael Jackson, Conrad Murray

Conrad Murray, o médico de Michael Jackson, compareceu pela primeira vez esta segunda-feira perante a justiça para responder pela morte do Rei do Pop em 25 de junho passado. Ele é acusado formalmente de "homicídio involuntário" (culposo) na morte do astro.

O médico deverá alegar inocência no caso. "Nós vamos pagar fiança, declarar inocência e lutar como o diabo", disse Ed Chernoff, um dos advogados de defesa de Murray.

O escritório da promotoria do distrito de Los Angeles confirmou que Murray será indiciado oficialmente depois de uma árdua investigação de sete meses realizada pela polícia e agentes federais.

Michael Jackson morreu no dia 25 de junho, aos 50 anos de idade ,em Los Angeles, das consequências de uma overdose de medicamentos e de uma intoxicação com o anestésico propofol. Jackson morreu vinte minutos depois de receber a injeção de propofol.

Murray admitiu ter injetado propofol no cantor poucas horas antes de sua morte, mas disse que se limitou a obedecer aos pedidos insistentes do Rei do Pop, que utilizava este remédio como sonífero.

Segundo as declarações do médico à polícia, ele percebeu que o cantor não respirava mais, mas esperou mais de uma hora antes de pedir ajuda.

O advogado da família Jackson, Brian Oxman, qualificou esta semana de "aterradora" a "simples ideia" de um indiciamento por homicídio culposo.

"Sabemos que o consumo desses remédios podia matar Michael Jackson. O comportamento de Conrad Murray atingiu um nível tão alto de inconsciência que pode-se dizer que foi um homicídio sem premeditação, pois ele sabia o que estava fazendo", afirmou então.

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