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Sexta, 12 de Março de 2010 - 15h20

Polícia dá nova versão para morte do cartunista Glauco

Glauco e o filho Raoni teriam sido assassinados por um estudante de 24 anos que conhecia a família; crime teria ocorrido após o pai tentar evitar que suspeito cometesse suicídio

Da reportagem

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A polícia apresentou, na tarde desta sexta-feira (12), uma nova versão para a morte do cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, que iniciou carreira em Ribeirão Preto, em 1976, no "Diário da Manhã". De acordo com a nova versão, Glauco e o filho Raoni Villas Boas, 25, foram assassinados por um conhecido da família, que frequentava a igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista e inspirada nos cultos do Santo Daime.
Segundo a polícia, o suspeito do crime é um estudante de 24 anos, que teria entrado na casa de Glauco e Raoni, em Osasco, armado com uma pistola 765. Eles teriam discutido e o suspeito teria ameaçado se matar. Glauco e Raoni, então, tentavam fazê-lo desistir da ideia, quando o jovem atirou, primeiro no pai e depois no filho. Cada um levou quatro tiros.
Os dois chegaram a ser socorridos por vizinhos e levados a um pronto-socorro, mas não resistiram.
Depois do crime, o suspeito teria fugido em um carro, no qual também estariam outroas duas pessoas. Os três são procurados pela polícia.
O suspeito foi identificado por um vizinho como frequentador da igreja Céu de Maria e, a partir das características do carro, a polícia identificou o possível assassino.
Os corpos já foram liberados e o enterro está marcado para o sábado (13), no Cemitério Gethsemani Anhanguera, na Vila Sulina, em São Paulo. O velório será restrito aos parentes e amigos próximos, a pedido da família. O acesso ao público será permitido somente na hora do enterro.
Outras versões
Na manhã desta sexta-feira, a polícia havia apresentado outra versão para o crime. De acordo com boletim de ocorrência, o caso foi registrado apenas como homicídio e tratava-se de uma tentativa de assalto praticada por dois homens.
Segundo informaçoes divulgadas pela imprensa, o advogado da família, Ricardo Handro, disse que dois homens invadiram a casa de Glauco por volta da meia-noite. Glauco teria negociado com os bandidos e iria sair de casa com a dupla, deixando a mulher e os filhos.
Quando deixavam a residência, de acordo com o advogado, Raoni teria chegado e discutido com os assaltantes, que atiraram e mataram pai e filho. A esposa de Glauco e uma filha teriam presenciado o ocorrido.
Carreira
Glauco nasceu em 1957, em Jandaia do Sul, interior do Paraná, e começou a publicar suas tirinhas no "Diário da Manhã", de Ribeirão Preto, em 1976. No mesmo ano, foi premiado pelo Salão Internacional de Humor de Piracicaba e na 2ª Bienal de Humorismo y Grafica de Cuba.
Em 1977, começou a publicar tiras esporádicas na "Folha de S. Paulo", onde passou a ser cartunista regular em 1984. Ele é irmão do também cartunista Pelicano.
Glauco é autor de personagens coo Geraldão, Casal Neuras, Doy Jorge, Dona Marta e Zé do Apocalipse. Também fez parte do time de redatores da TV Pirata e da TV Colosso, ambas da Rede Globo. Era músico e também tocava em bandas de rock.
Em 2006, Glauco publicou o livro "Política Zero", com 60 charges sobre a crise do governo Lula.
 

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  • 1 Comentário
  • por Marlene de Souza, em 12 de Março de 2010 às 16:17 Não é hora de fazer conjecturas, mas a história ainda está muito nebulosa.
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