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Quarta, 01 de Setembro de 2010 - 22h19 ( Atualizado em 01/09/2010 - 22h26 )

O sucesso do 'cine catástrofe'

Um prédio em chamas, um avião caindo ou um desastre natural são garantia de diversão nas telas

Angelo Davanço

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Trailer de '2012'

No início dos anos 1970, com a Guerra Fria cada vez mais morna, os estúdios norte-americanos resolveram investir em um gênero que é garantia de salas lotadas - o Cine Catástrofe ou os famosos filmes "arrasa quarteirão".

Este tipo de produção contava, geralmente, com um elenco estelar e o enredo, quase sempre, traz alguma tragédia natural ou provocada pela ação desastrada do homem. Geralmente as vítimas são incontáveis e sempre há um herói canastrão para segurar as pontas no final.

Um dos primeiros a apostar no desastre como entretenimento foi George Seaton que, em 1970, reuniu figurões como Burt Lancastter, Dean Martin e Jacqueline Bisset para as filmagens de "Aeroporto". O enredo tem romance (o comandante paquerador de comissárias), humor (a velhinha que viaja sem pagar), suspense (o looser que planeja derrubar o avião para a família ficar com o dinheiro do seguro) e, claro, a expectativa de como será o pouso de um Boeing 707 prestes a explodir.

Também são desta época os filmes "O Destino do Poseidon" (1972) e "Inferno na Torre" (1974).

 

Era Bin Laden

Novas produções em que a catástrofe era o carro-chefe foram feitas nos anos 1990, como "Titanic" e "Twister".

Um tempo depois, no dia 11 de setembro de 2001, o mundo assistiu ao ataque às Torres Gêmeas, que não fosse trágico, mereceria o Oscar de melhor roteiro a Bin Laden e sua turma.

E é claro que a indústria embarcou nessa. Lançado em 2006, "As Torres Gêmeas", de Oliver Stone, mostra o ponto de vista dos policiais que trabalharam na tentativa de evacuar a área.

Nicolas Cage passa o filme inteiro mexendo apenas o pescoço, até ser salvo dos escombros graças a um marine pirado que teve a missão divina de encontrar as vítimas.

Fim do mundo

Anote na agenda. O mundo vai acabar no dia 21 de dezembro de 2012, uma sexta-feira. Pelo menos é o que garante o diretor Roland Emmerich no arrasa-quarteirão "2012", lançado no ano passado. Baseado em uma lenda maia, de que o mundo, tal qual o conhecemos hoje, não passa desta data, os personagens de John Cusack, Amanda Peet e Danny Glover passam o filme todo numa correria danada para encontrar um lugar à salvo da tragédia, anunciada para poucas pessoas três anos antes.

A regra é clara. Quem tem um bom cargo, tipo presidente de alguma superpotência, ou possui a bagatela de 1 bilhão de euros, garante lugar numa das quatro arcas construídas para escapar do apocalipse. Quem não tem, que fique segurando a plaquinha de "o fim está próximo" nas esquinas ou se vire para entrar na tal arca. E é isso o que Cusack e a família fazem.

Quando o mundo está, literalmente, desabando, lá vão eles, de limusine, teco-teco e caminhão rural, de Las Vegas em busca da arca salvadora. No meio disso tudo, é claro, destruição, muita destruição. Nem o nosso Cristo Redentor escapa da fúria da natureza.

Filmes recomendados

"Aeroporto" (1970)
"O Destino do Poseidon" (1972)
"Inferno na Torre" (1974)
"Independence Day" (1996)
"Titanic" (1997)
"As Torres Gêmeas" (2006)
"2012" (2009)

Não é você? Clique aqui!

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