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Segunda, 06 de Setembro de 2010 - 21h42
DJs apontam problemas na lei que regulamenta profissão
No projeto de autoria do senador Romeu Tuma, profissional faz parte da categoria de Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversão
Foto: Divulgação
Jota é DJ do coletivo Tutu
Agora falta pouco. A regulamentação da profissão de DJ já foi aprovada no Senado e passa pela Câmara Federal até chegar às mãos do Executivo. No projeto de lei, de autoria do senador Romeu Tuma, o DJ faz parte da categoria de Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversão.
De acordo com o novo texto, a lei deve ser aplicada aos profissionais previamente inscritos no Ministério do Trabalho e Emprego, para a realização de espetáculos, eventos, festas, comícios, programas, produções ou mensagens publicitárias.
Para serem registrados, esses profissionais devem possuir diploma de curso profissionalizante e atestado de capacitação profissional fornecido pelo sindicato representativo da categoria.
O modelo de contrato de trabalho será definido pelo Ministério do Trabalho e os eventos realizados com a presença de profissionais estrangeiros devem ter a participação de, pelo menos, 70% de profissionais nacionais.
Revisão
Mas para muitos DJs locais nem tudo são flores. A maioria defende a revisão do projeto, porque muitos itens vão criar ainda mais problema para a categoria.
"Existem os dois lados. É uma maneira de colocar profissionais de qualidade no mercado, mas que tipo de agência vai fiscalizar e organizar tudo isso? Será que esse dinheiro vai ser bem aplicado?", pergunta Rogério Brito, do coletivo de DJs Tutu, de Ribeirão Preto.
Brito também apresenta dúvidas quanto a obrigatoriedade de curso técnico para a profissão.
"Acho bacana que os cursos apresentem inovações tecnológicas, tendências e etc, mas a competência se demonstra no dia a dia. Eu mesmo aprendi sozinho", comenta.
Cursos
Formação técnica realmente é um tema que deixa os DJs de orelha [e fones] em pé. Para Francis Wiermann, o curso seria importante se a qualidade do professor fosse comprovada.
"Sei de cursos aqui em Ribeirão com péssimos professores que formam DJs medíocres. E o pior é que tem grandes instituições bancando isso", comenta.
Para Francis, a nova lei tem também seu lado positivo, que seria uma espécie de ‘moralização do mercado’.
"Hoje criou-se a figura do DJ celebridade. Um pessoal que não sabe o básico, mas ganha milhares de reais porque é famoso. A regulamentação pode dificultar isso aí", acredita.
"Virou moda ser DJ. O engraçado é que quando comecei, era tratado como vagabundo", comenta Jota, também integrante do coletivo Tutu.
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